Este espécime numismático de natureza histórica apresenta estrutura monobloco em liga metálica, possivelmente cobre, com formato circular e bordo liso.
O anverso exibe, em relevo significativamente desgastado pela ação do tempo e circulação, as Armas Reais de Portugal, caracterizadas pelo escudo português encimado por coroa real fechada, elementos típicos das emissões de meados do século XVIII. O reverso apresenta, de forma residual, o valor nominal da peça e a data de cunhagem, identificada como 1760, circundados por uma orla perolada e inscrições epigráficas em latim referentes ao título do monarca.
A peça apresenta módulo médio e superfícies com textura rugosa, denotando um processo de fabricação por cunhagem mecânica de impacto, comum às casas da moeda luso-brasileiras do período colonial.
CONTEXTO DE USO OU PRODUÇÃO
A moeda foi cunhada em 1760, durante o reinado de Dom José I (r. 1750-1777), o "Reformador", período marcado pela administração do Marquês de Pombal.
Peças desta tipologia, geralmente denominadas como "Vinténs" ou "X RÉIS" dependendo do módulo e peso, circulavam amplamente tanto em Portugal quanto no Brasil Colônia, sendo fundamentais para as trocas comerciais cotidianas de pequeno valor.
O exemplar reflete a padronização monetária pombalina, que buscava organizar a economia do Império Português após o Terremoto de Lisboa de 1755. Como objeto de cultura material, este item atesta a presença do poder estatal lusitano e a integração econômica transatlântica no século XVIII, servindo como documento da história financeira e administrativa do período colonial.
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