Esta cédula de natureza fiduciária e papel-moeda apresenta formato retangular e suporte em papel de fibra longa, com impressão em talho-doce (calcografia) e offset polícromo.
O anverso exibe, em moldura oval central, a efígie de D. Pedro II em idade madura, com barba proeminente e trajes civis, circundada pela inscrição "NO TESOURO NACIONAL" na borda superior e a legenda inferior "D. PEDRO II". O dístico superior apresenta a denominação institucional "REPÚBLICA DOS ESTADOS UNIDOS DO BRASIL", ladeada pelo valor nominal "100" em medalhões ornamentados nos quatro cantos e em cartelas laterais.
O tratamento gráfico inclui guilhochês complexos, fundos numerais repetitivos e o valor por extenso "CEM CRUZEIROS" na base. O reverso apresenta uma vinheta calcográfica em tom sépia reproduzindo a obra "A Conquista do Amazonas" de Antônio Parreiras, ladeada por alegorias de artes e ciências, incluindo globo, luneta e livros, sob o dístico "REPÚBLICA DOS ESTADOS UNIDOS DO BRASIL".
CONTEXTO DE USO OU PRODUÇÃO
Esta cédula de 100 cruzeiros faz parte da 1ª estampa emitida pelo Tesouro Nacional a partir de 1942, período de transição monetária do Réis para o Cruzeiro. A escolha de D. Pedro II para o anverso de uma nota republicana reflete um projeto de conciliação histórica e a utilização da figura imperial como símbolo de unidade nacional e estabilidade administrativa.
A iconografia do reverso, baseada na pintura de Antônio Parreiras (1907), exalta a expansão territorial e a "Cultura Nacional", integrando a narrativa de progresso e soberania sobre a região amazônica. Impressa pela American Bank Note Company, em Nova York, a nota exemplifica o padrão de segurança e estética bancária internacional adotado pelo Brasil em meados do século XX para combater a falsificação e modernizar o sistema financeiro.
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