Atividade portuária no Porto de Laguna, em Santa Catarina. A cena é dominada pelo plano d'água em primeiro plano, onde diversas embarcações menores de madeira, sem cobertura, encontram-se atracadas próximas à margem. No canto inferior esquerdo, vê-se a proa de uma dessas pequenas embarcações com volumes envoltos em tecidos claros (sacos de carga). No quadrante inferior direito, outra embarcação rústica de madeira está posicionada em diagonal, revelando seu interior vazio. Sobreposta à porção inferior central do espelho d'água, destaca-se a inscrição impressa em letras brancas de estilo romano: "Laguna / Trecho do Porto".
No plano médio, ergue-se o cais de alvenaria estruturado com uma longa sequência de degraus de pedra que conduzem à linha d'água, espaço que corresponde à atual localização do Mercado Público municipal. Vários trabalhadores e tripulantes em trajes de trabalho claros são avistados dispersos sobre os degraus, nas coberturas e nos conveses dos navios. Alinhados ao longo do cais, avistam-se três navios a vapor de grande porte. O primeiro navio à esquerda, posicionado em perfil longitudinal, exibe em sua proa a inscrição parcialmente visível "MAX", pertencente à Companhia Hoepcke; a embarcação apresenta casco escuro, superestrutura branca com cabines, mastros altos de madeira com cordoamentos e uma chaminé vertical escura instalada centralmente. Logo atrás dele, O vapor "Paulo de Frontin", um navio cargueiro da década de 1920, que operou na costa brasileira. Após ser desativado, seu casco foi rebocado para Santa Catarina nos anos 30 e afundado com pedras para servir de base para o cais do Porto de Imbituba.
Estendendo-se em direção ao plano de fundo à direita, encontram-se atracados outro navio a vapor de porte semelhante, associados à frota do Lloyd Brasileiro. Na extremidade direita, uma estrutura de guindaste ou pórtico de madeira verticalizado ergue-se sobre o cais. O horizonte superior é delineado por uma faixa tênue de montanhas ao fundo sob um céu claro e sem nuvens.
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