Marinas e os trapiches dos despejos localizados após a antiga rua das Flores, em Florianópolis
DATA / PERÍODO
Déc. 1920
DESCRIÇÃO
Florianópolis na década de 1920, destacando as edificações sobre as marinas e os trapiches dos despejos localizados após a antiga rua das Flores em direção ao bairro Figueira, em uma área litorânea historicamente denominada como a praia do "vai quem quer". A composição em plano geral e orientação horizontal apresenta, no primeiro plano, a plataforma de madeira de um trapiche que corta transversalmente a base inferior da cena, sobre a qual repousam pequenos blocos retangulares empilhados e amarrados de material não identificado. No plano médio, estende-se a massa de água da marina, onde se observa uma série de pilares e estacas verticais de madeira cravados no leito para a sustentação e articulação das passarelas portuárias.
À margem da água, ergue-se um conjunto de edificações de alvenaria em estilo colonial, com ênfase em um casarão centralizado de dois pavimentos pintado de branco, dotado de múltiplas janelas retangulares simétricas e telhado de quatro águas. Ao longo da orla, visualizam-se grandes pilhas de tábuas de madeira dispostas ordenadamente e habitações menores de formato regular que se estendem de forma contínua para a lateral esquerda. No plano de fundo, eleva-se um morro de relevo suave inteiramente recoberto por vegetação arbórea densa, com raras estruturas edificadas no topo sob um céu claro e uniforme. Esta paisagem urbana e portuária documenta a antiga configuração costeira da cidade que sofreria severas alterações em 1972 com a execução de um aterro hidráulico, área que atualmente abriga ao redor da rua Francisco Tolentino o Centro Comercial Camelódromo de Florianópolis /SC.
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