Tinturaria instalada na Fábrica de Tecidos Carlos Renaux, em Brusque
DATA / PERÍODO
Déc. 1900
DESCRIÇÃO
Bilhete postal, datada na década de 1900, registra a primeira tinturaria instalada na Fábrica de Tecidos Carlos Renaux, situada no Bairro Primeiro de Maio, no município de Brusque, estado de Santa Catarina. O elemento de destaque da composição é o conjunto de grandes tinas e recipientes cilíndricos de madeira, denominados barcas, utilizados para o processo industrial de tingimento de meadas de fio, dispostos sequencialmente sob a cobertura de um pavilhão semiaberto. No primeiro plano inferior esquerdo, ergue-se uma proeminente coluna vertical de madeira de seção quadrada que suporta o vigamento do teto, enquanto no chão de terra batida, no quadrante inferior direito, observa-se uma estrutura de ripas lenhosas inclinada. Disposta verticalmente ao longo da margem lateral direita da imagem, identifica-se a legenda impressa “Companhia da Fabrica de Tecidos, Interior.”, que apresenta uma linha horizontal de rasura sobre a primeira palavra, sucedida logo abaixo pelos dados de localização “Brusque, Sta Catharina.”.
No plano médio, alinhadas paralelamente à parede interna da edificação, desenvolvem-se as barcas de tingimento, iniciando-se à esquerda por um grande tonel circular de ripas verticais reforçado por arcos metálicos horizontais, dotado de um mecanismo de engrenagem ou manivela mecânica acoplado à sua borda superior. Junto a esta primeira tina, na extremidade esquerda, posiciona-se de pé uma figura humana masculina voltada de frente para a câmera, trajando camisa clara de mangas longas, calças compridas e um chapéu de abas curtas. Na sequência das barcas em direção ao fundo, visualiza-se uma segunda estrutura de formato retangular, atrás da qual se encontra um segundo operário de chapéu voltado para o observador, além de um terceiro indivíduo masculino de pé mais ao fundo sob a área coberta. A parede de alvenaria interna é pontuada por uma fileira rítmica de janelas verticais altas com divisórias quadriculadas e esquadrias escuras.
No plano de fundo, a perspectiva linear gerada pelas robustas vigas paralelas de madeira do teto e pelas colunas de sustentação estende-se em direção à extremidade oposta do pavilhão, abrindo-se à direita para uma área externa clara e indistinta. Um grande tonel ou barril de madeira com amarrações de corda assenta-se sobre um suporte rústico no limite médio direito, cercado por ferramentas e pedaços de madeira dispersos. A iluminação natural penetra de forma direta pelas aberturas laterais e janelas, projetando sombras tênues no chão e realçando as texturas fibrosas das estruturas lenhosas, o relevo dos recipientes industriais e as características físicas do ambiente de trabalho têxtil do período.
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