Passarela da Capitania dos Portos, uma estrutura de acostagem e circulação que servia ao complexo da Fortaleza de Santa Bárbara, em Florianópolis.
O forte, erguido originalmente no século XVIII sobre uma ilhota rochosa para compor o Sistema de Defesa da Ilha de Santa Catarina, teve a sua ilhota conectada definitivamente à ilha principal por meio de aterros sucessivos e, a partir de 1875, passou a sediar oficialmente a Capitania dos Portos das Províncias do Rio Grande de São Pedro do Sul e de Santa Catarina. A imagem destaca a extensão longitudinal da passarela de cimento ou betão do trapiche, dotada de guarda-corpos metálicos ou de madeira em ambas as laterais, cujas sombras lineares se projetam de forma diagonal sobre o piso plano à direita.
No plano médio, o trapiche estende-se em direção ao mar da baía, culminando numa estrutura de portal ou pórtico retangular coberto ao fundo, que funcionava como ponto de acesso ou recepção para quem desembarcava diretamente do canal. À direita, ligeiramente antes do portal, ergue-se um poste vertical esguio com uma terminação em "T" no topo. As águas calmas da baía flanqueiam os dois lados da plataforma de acostagem, avistando-se ao longe, de forma discreta à esquerda, a silhueta escura de uma pequena embarcação que remete ao tráfego marítimo e às funções de fiscalização e proteção do canal do Estreito e da antiga Vila de Nossa Senhora do Desterro exercidas pela Capitania.
Ao fundo, a linha do horizonte é delimitada pelo perfil suave de elevações montanhosas cobertas de vegetação na porção continental ou em áreas adjacentes da Ilha de Santa Catarina, que se desenham sob um céu encoberto por nuvens difusas e de iluminação suave, ocupando a metade superior da composição. O registro situa-se em 1935, no período em que o forte ostentava linhas arquitetónicas geométricas características das reformas dessa década, mantendo a sua intensa atividade institucional e militar sob a égide da Marinha do Brasil.
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