Passagem sobre o Rio Lavatudo, entre Lages e São Joaquim
DATA / PERÍODO
10/04/1929
DESCRIÇÃO
Travessia por balsa no Passo do Pessegueiro sobre o Rio Lava Tudo, trecho integrante da estrada rodoviária Lages a São Joaquim, localizada na divisa entre os municípios de Lages e São Joaquim, em Santa Catarina, retratada por ocasião de sua implantação e inauguração em abril de 1929.
A composição organiza-se a partir de uma margem de solo batido e pedregoso em primeiro plano, onde se projeta a estrutura da primeira balsa de transporte construída em madeira de pinho, medindo seis metros de comprimento por quatro metros de largura. No plano médio, destaca-se o leito largo do Rio Lava Tudo espelhando a luz natural, estendendo-se por uma distância de cerca de noventa metros de uma margem à outra do acidente geográfico. No nível da água, observa-se o posicionamento da embarcação compartilhada entre ambos os municípios, evidenciando o sistema mecânico rústico utilizado para viabilizar a travessia de veículos e passageiros pela nova rota rodoviária.
O registro captura a infraestrutura de integração territorial cuja obra começou a ser implantada na administração do prefeito lageano Otacílio Vieira da Costa e foi concluída na gestão de seu sucessor, Caetano Vieira da Costa, em parceria direta com o prefeito de São Joaquim, Boanerges Pereira de Medeiros. O plano de fundo é composto por margens opostas elevadas e cobertas por densa vegetação nativa sob um céu claro com poucas nuvens. A perspectiva é oblíqua a partir de um plano geral, ressaltando a amplitude do rio e o isolamento geográfico da obra pública.
Na área da imagem, identificam-se as inscrição manuscritas “Inauguração da Estrada Lages - São Joaquim” na margem superior, “Aspecto da passagem no Rio Lavatudo” na margem inferior e, por fim, "-04-929" na margem lateral esquerda.
Rio Lava Tudo, Passo do Pessegueiro, balsa, travessia, Lages, São Joaquim, Santa Catarina, estrada rodoviária, infraestrutura, transporte, Otacílio Vieira da Costa, Caetano Vieira da Costa, Boanerges Pereira de Medeiros, madeira de pinho, engenharia rústica, século XX, plano geral, região serrana