Estreito do Rio Uruguai, na divisa entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul
DATA / PERÍODO
Déc. 1920
DESCRIÇÃO
Estreito do Rio Uruguai registrado em plano geral e enquadramento frontal em ambiente natural de vale fluvial, situado geograficamente na divisa entre os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, cerca de 12 quilômetros abaixo da localidade de Marcelino Ramos.
No primeiro plano e plano médio, as águas volumosas e turbulentas do rio avançam de forma acelerada, cobertas por uma densa camada de espuma branca que indica a forte correnteza do fluxo hídrico comprimido por grandes paredões de pedra escura e escarpada dispostos nas laterais esquerda e direita da cena, correspondendo à descrição manuscrita no verso de que “Toda a agua do rio Uruguay passa no canal que se vê”.
Ao fundo, uma elevação montanhosa recoberta por densa vegetação florestal nativa estende-se de maneira horizontal, delimitando a linha do horizonte sob um céu claro e sem nuvens. Este importante acidente geográfico natural foi submerso após o final da década de 1990 devido à construção da Usina Hidrelétrica de Itá no rio Uruguai, cujo consequente enchimento do reservatório da barragem, ocorrido nos anos 2000, inundou várias áreas e deixou o famoso estreito permanentemente debaixo d'água na atualidade.
A imagem fotográfica em tom sépia apresenta grande densidade visual e está montada sobre um suporte rígido secundário de papelão pardo com linhas de enquadramento escuras.
Estreito do Rio Uruguai, Rio Uruguai, Marcelino Ramos, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Usina Hidrelétrica de Itá, acidente geográfico, paredões de pedra, correnteza, águas turbulentas, espuma, vale fluvial, montanhas, floresta nativa, Claro Gustavo Jansson, Três Barras, século XX
Verso: "Estreito do rio Uruguay"; "Toda a agua do rio Uruguay passa no canal que se vê."; "12 kilometros abaixo de Marcelino Ramos"; [Estúdio fotográfico] CLARO G. JANSSON; FOTÓGRAFO; TREZ BARRAS.