Registro de neve em um jardim residencial, em Caçador
DATA / PERÍODO
02/08/1950
DESCRIÇÃO
Vista em plano detalhado de um jardim residencial na cidade de Caçador, localizada no meio-oeste catarinense, documentando o cenário sob os efeitos da histórica e massiva onda de frio polar que atingiu o Sul do Brasil em 2 de agosto de 1950, resultando em uma das maiores precipitações de neve registradas na região.
No primeiro plano, posicionado à direita da composição, destacam-se as grandes folhas lineares de uma palmeira que se estendem curvadas pela cena, inteiramente recobertas por uma espessa e pesada camada de neve acumulada sobre sua superfície. A composição adota uma orientação horizontal e capta com alta densidade visual a interação direta do fenômeno meteorológico com a vegetação ornamental do espaço.
No plano médio, observa-se o solo do jardim completamente tomado por um manto nival alvo e contínuo, com ligeiras irregularidades na superfície que sugerem o relevo natural do terreno. Os canteiros e arbustos de pequeno porte dispostos ao longo do jardim aparecem totalmente encapsulados pela precipitação, criando volumes arredondados e esbranquiçados que delineiam os caminhos internos da propriedade. Ao fundo, no quadrante esquerdo, ergue-se o tronco vertical de uma árvore de médio porte, ladeado por uma cerca de madeira que delimita o lote residencial, enquanto outras espécimes de plantas ornamentais e palmeiras adicionais completam a profundidade do cenário sob um céu inteiramente encoberto.
Na margem inferior do suporte fotográfico, disposta sobre uma tarja escura horizontal com cantos arredondados, identifica-se a inscrição em letras maiúsculas brancas “NEVADA EM CAÇADOR - STA. CAT. AGOSTO - 2 - 1950 - FOTO AMADOR”.
Caçador, Santa Catarina, nevasca, neve, inverno, frio polar, jardim, palmeiras, plantas ornamentais, canteiros, vegetação, cerca de madeira, árvores, acúmulo nival, precipitação nival, década de 1950, meio-oeste catarinense
Verso: n. 1; Da hora feliz guardai a grata imagem ; Não confieis tão somente à retentiva ; Os encantos fugazes da paisagem, ; A cena amavel, intima, emotiva. ; Vôa veloz o tempo e, de passagem, ; Do som, da côr, ouvido e o olhar vos priva, ; E, um dia, refazendo a mesma viagem, ; Não revereis a mesma perspectiva. ; Fixai, amigos, na fotografia, ; Os aspétos das horas de alegria ; Que em sombras e luz nos fogem, num repente. ; E, na imagem, gravada em claro-escuro, ; Gozareis, redivivos, no futuro, ; A beleza e dulçor da hora presente.