Vista panorâmica da paisagem natural do Salto do Yucumã, fotografada em ângulo normal e formato horizontal, compondo um registro monocromático de época. A imagem documenta a maior queda d'água longitudinal do mundo, esculpida a partir de uma falha geológica no curso do Rio Uruguai, delimitando a fronteira entre o município de Derrubadas, no Rio Grande do Sul, e a província de Misiones, na Argentina.
Na porção inferior direita da face da imagem, sobreposto à representação da água em movimento, lê-se a inscrição em letras brancas “NO SALTO GRANDE DO URUGUAY.”, denominação histórica comum no passado para se referir a este acidente geográfico de grande magnitude. No primeiro e plano médio, estende-se o extenso degrau basáltico que forma o salto, revelado por completo devido ao nível baixo do leito do rio. As águas fluem de maneira contínua em quedas paralelas ao canal principal, capturadas com um efeito fotográfico de longa exposição que suaviza o movimento e o impacto das corredeiras.
No plano de fundo, ergue-se a margem oposta recoberta por uma densa e contínua massa de Mata Atlântica que se prolonga pela encosta. Esta área de vegetação nativa viria a compor o Parque Estadual do Turvo, primeira unidade de conservação instituída pelo governo do Rio Grande do Sul em 1947, servindo de refúgio protegido para a fauna ameaçada de extinção. O céu, que preenche a metade superior do enquadramento, apresenta-se carregado de volumosas nuvens do tipo cumulus, contrastando com a silhueta escura da floresta e consolidando o registro visual deste importante marco ambiental sul-americano.
Salto do Yucumã, Salto Grande do Uruguai, Rio Uruguai, Derrubadas, Rio Grande do Sul, Misiones, Argentina, Parque Estadual do Turvo, queda d'água longitudinal, cachoeiras, corredeiras, falha geológica, degraus basálticos, Mata Atlântica, preservação ambiental, paisagem fluvial, geografia, fotografia histórica, acervo documental, Georg Schellenberger, Ilha Redonda, cartão-postal, nuvens cumulus, fronteira natural