Capitão do Mar Frederico Guilherme de Lorena (...—1894)
DESCRIÇÃO
Retrato em plano médio do Capitão do Mar Frederico Guilherme de Lorena, fuzilado no Massacre da Ilha de Anhatomirim no contexto histórico da sangrenta guerra civil da Revolução Federalista ocorrida entre os anos de 1893 e 1895.
A composição apresenta um enquadramento do tipo busto em três quartos, com o personagem voltado ligeiramente para a direita do observador, direcionando seu olhar para essa mesma direção. O homem possui cabelos curtos, barba farta e espessa que cobre o queixo e as laterais do rosto, e um bigode proeminente. Ele veste um traje formal civil escuro composto por paletó de lapelas largas, camisa de colarinho claro e uma gravata borboleta escura sob o pescoço. No canto superior direito do anverso, identifica-se o manuscrito “88”. A composição está configurada em uma vinheta de cantos arredondados sobre um fundo claro neutro, apresentando a textura característica de impressões fotomecânicas da época. Na margem inferior do anverso, observa-se de forma impressa a inscrição em letras maiúsculas “FREDERICO GUILHERME DE LORENA.”.
O artefato consiste em um cartão colecionável que pertencia originalmente à coleção de cartelas de fósforo da Fábrica de Cigarros de Antônio B. Linhares, funcionando como um registro memorial das perseguições políticas conduzidas pelas tropas legalistas sob o comando do coronel Antônio Moreira César na antiga cidade de Nossa Senhora do Desterro, atual Florianópolis, que culminaram na execução sumária de civis e militares sob a égide do governo central de Floriano Peixoto.
Retrato, Frederico Guilherme de Lorena, civil, barba, bigode, paletó, gravata borboleta, vinheta, formato retangular, Revolução Federalista, Massacre da Ilha de Anhatomirim, Florianópolis, Nossa Senhora do Desterro, Santa Catarina, Fábrica de Cigarros de Antônio B. Linhares, cartela de fósforo, fotografia histórica, século XIX, prisioneiro político, conflito armado, processo fotomecânico, acervo documental, execução sumária, história regional, busto, Floriano Peixoto, Antônio Moreira César, manuscrito, número 88