Fiscal da Câmara Miguel da Silva Cascaes (...—1894)
DATA / PERÍODO
Sem data
DESCRIÇÃO
Retrato em plano médio do Fiscal da Câmara Miguel da Silva Cascaes, fuzilado no Massacre da Ilha de Anhatomirim no contexto histórico da sangrenta guerra civil da Revolução Federalista ocorrida entre os anos de 1893 e 1895.
A composição apresenta um enquadramento do tipo busto, inserido em uma vinheta de formato oval sobre um suporte de papel cartão pardo. O personagem está posicionado em três quartos, voltado para o lado esquerdo do observador, exibindo cabelos escuros e ondulados volumosos e um bigode que cobre o lábio superior. Ele veste um traje civil composto por uma camisa escura de lapelas abertas. Em decorrência do estado esmaecido da emulsão, a imagem apresenta baixo contraste e atenuação dos detalhes fisionômicos. Na metade inferior do cartão, logo abaixo da composição oval, constam as inscrições textuais impressas em letras maiúsculas "MIGUEL CASCAES", seguidas imediatamente pela palavra "«Fuzilado»" entre aspas angulares, e pelas informações de veiculação comercial "FABRICA DE CIGARROS", "DE", "ANTONINO B. LINHARES" e "SANTA CATHARINA".
O artefato consiste em um cartão colecionável que pertencia originalmente à coleção de cartelas de fósforo da Fábrica de Cigarros de Antônio B. Linhares. A peça funciona como um registro histórico das perseguições políticas, prisões e execuções sumárias conduzidas pelas tropas legalistas sob o comando do coronel Antônio Moreira César na antiga cidade de Nossa Senhora do Desterro, atual Florianópolis, servindo como testemunho das vítimas da violência de Estado voltada à consolidação do regime republicano sob o governo de Floriano Peixoto.
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