Retrato em plano médio de Batovi Filho, Alfredo da Gama Lobo d'Eça, capitão do Exército fuzilado no Massacre da Ilha de Anhatomirim no contexto da guerra civil da Revolução Federalista ocorrida entre os anos de 1893 e 1895.
A composição apresenta um enquadramento do tipo busto em três quartos, com o personagem voltado para a direita do observador. O homem exibe cabelos escuros e ondulados volumosos, além de um bigode proeminente e espesso com as pontas levemente voltadas para cima. Ele veste um traje escuro de colarinho alto fechado, assemelhado a uma túnica militar, sob o qual sobressai uma sutil linha clara de colarinho ao redor do pescoço. A imagem está inserida em uma vinheta de formato oval integrada ao suporte de papel cartão pardo de formato retangular vertical. Na metade inferior do cartão, centralizada logo abaixo da composição oval, consta a inscrição textual impressa em letras maiúsculas “BATOVY FILHO”.
O artefato consiste em um cartão colecionável que pertencia originalmente à coleção de cartelas de fósforo da Fábrica de Cigarros de Antônio B. Linhares, funcionando como um registro histórico e memorial das perseguições políticas, prisões e execuções sumárias conduzidas pelas tropas legalistas comandadas pelo coronel Antônio Moreira César na antiga cidade de Nossa Senhora do Desterro, atual Florianópolis, sob o governo de Floriano Peixoto.
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