Retrato em plano médio de Manoel Lavrador, fuzilado no Massacre da Ilha de Anhatomirim no contexto da Revolução Federalista, ocorrida entre os anos de 1893 e 1895.
A imagem apresenta um enquadramento do tipo busto centralizado, inserido em uma vinheta com moldura de cantos arredondados sobre um suporte de papel cartão. Na margem inferior da composição, consta a inscrição impressa em letras maiúsculas "LAVRADOR.". O homem está posicionado em três quartos, direcionando o olhar para o lado esquerdo de forma fixa. Ele possui cabelos escuros, barba longa e bigode espesso, vestindo uma camisa escura com um lenço volumoso amarrado ao redor do pescoço, além de usar um chapéu de aba larga inclinado na cabeça.
A imagem apresenta fundo neutro e granulação suave, características de impressões fotomecânicas de época, visto que a peça pertencia originalmente à coleção de cartelas de fósforo da Fábrica de Cigarros de Antônio B. Linhares. A produção do artefato remete ao período de violenta disputa política entre as forças legalistas conhecidas como pica-paus, aliadas de Floriano Peixoto, e os revolucionários federalistas denominados maragatos na antiga cidade de Nossa Senhora do Desterro, atual Florianópolis, culminando nas detenções e execuções sumárias levadas a cabo pelas tropas do coronel Antônio Moreira César na Ilha de Anhatomirim.
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