Palacete do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, em Florianópolis
DATA / PERÍODO
14/01/1920
DESCRIÇÃO
Vista frontal em perspectiva do edifício sede do Tribunal de Justiça de Santa Catarina e antigo Teatro São Pedro de Alcântara, o primeiro teatro da cidade de Florianópolis, situado na esquina da Rua Jerônimo Coelho, antiga Rua da Paz, com a Rua Tenente Silveira, antiga Rua do Imperador.
O imóvel de arquitetura neoclássica funcionou como casa de espetáculos de meados de 1859 até 1869, serviu para alojar tropas da Guerra do Paraguai, sediou o Congresso Legislativo (Assembleia Legislativa) de 1879 até 1907 e estabeleceu-se como a quarta sede do Tribunal de Justiça de Santa Catarina no Palacete da Jerônimo Coelho entre os anos de 1908 e 1929. A edificação destaca-se por seu amplo frontão triangular, decorado no centro com um brasão circular em relevo e coroado por uma haste de mastro, apresentando três janelas em arco pleno com bandeiras envidraçadas na fachada principal e pináculos em formato de vasos ornamentais dispostos sobre a platibanda superior.
Em primeiro plano, a via pública exibe pavimentação de paralelepípedos assentada em declive acentuado. Um alto muro de contenção rebocado e pintado de branco protege a base da estrutura, servindo de arrimo para um jardim preenchido por uma densa vegetação arbustiva que encobre parcialmente o pavimento inferior da construção. Na quina do muro está uma placa com a inscrição "Rua Jeronymo Coelho" em letras garrafais e brancas. À direita, observa-se um portão de ferro trabalhado encimado por uma arcada metálica ornamental, enquanto no lado esquerdo projeta-se um poste de madeira com isoladores e linhas de fiação que cruzam o espaço aéreo em direção ao prédio. O registro em tom sépia está exibe o termo “Congresso” grafado em tinta azul no canto inferior esquerdo.
Teatro São Pedro de Alcântara, Palacete da Jerônimo Coelho, Tribunal de Justiça de Santa Catarina, Assembleia Legislativa, Congresso, Rua Jerônimo Coelho, Rua da Paz, Rua Tenente Silveira, Rua do Governador, Florianópolis, Desterro, arquitetura neoclássica, frontão triangular, janelas em arco, muro de contenção, portão de ferro, pavimentação de paralelepípedos, fiação elétrica, poste de madeira, fotografia histórica, suporte ornamentado, século XX, década de 1920, José Boiteux, patrimônio demolido, vista urbana