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NÚMERO DE TOMBO
IHG-FOT-2019
TÍTULO
Companhia de Guerra do Tiro nº 40 em Santo Antônio de Lisboa, Florianópolis
DATA / PERÍODO
1916
DESCRIÇÃO
Membros da Companhia de Guerra Tiro nº 40 aparecem entrincheirados em seu polígono de tiro localizado no distrito de Santo Antônio de Lisboa, em Florianópolis, no ano de 1916.
No primeiro plano da composição visual, uma fileira de atiradores vestindo uniformes formais com quepes e mochilas de campanha acopladas ao dorso encontra-se posicionada no interior de uma vala escavada no solo. Na borda superior do suporte de papel cartão que emoldura a fotografia em tom sépia, lê-se a inscrição manuscrita em tinta avermelhada “O Tiro 40 em S. Antonio”, enquanto na margem inferior direita figuram a autoria “A. Lima” e a datativa “. 1916”.
No plano médio da imagem, perfilada ao longo da elevação de terra que ladeia a trincheira, observa-se uma numerosa plateia composta por civis com trajes urbanos da época e chapéus, crianças e oficiais militares em pé acompanhando a instrução tática. Ao fundo da cena, destaca-se a morfologia do terreno marcada por uma colina coberta por vegetação nativa da região insular catarinense.
As sociedades de tiro de guerra surgiram a partir de 1902 como associações civis de tiro ao alvo voltadas à promoção do civismo e ao manejo de armas, convertendo-se em órgãos formais de instrução militar sob a liderança do poeta Olavo Bilac e mediante parcerias municipais que deram origem aos atuais Tiros de Guerra do Exército Brasileiro. No contexto da Guerra do Contestado, a Companhia Tiro nº 40 desempenhou papel relevante na capital catarinense ao assumir o policiamento e a manutenção da segurança pública em Florianópolis por um período de três meses, garantindo a ordem urbana durante o deslocamento das forças policiais estaduais para o interior do estado.
Companhia de Guerra Tiro nº 40, Tiro de Guerra, Santo Antônio de Lisboa, Florianópolis, Santa Catarina, instrução militar, campo de tiro, polígono de tiro, trincheira, farda militar, quepe, mochila de campanha, civis, espectadores, paisagem rural, Guerra do Contestado, Armando Lima, José Arthur Boiteux, 1916