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NÚMERO DE TOMBO
IHG-FOT-3973
TÍTULO
Rafael Faraco (1832-1917)
DATA / PERÍODO
Sem data
DESCRIÇÃO
Colada sobre cartão suporte de tom bege, apresenta em plano médio o retrato sentado de Rafael Faraco (1832-1917), eclesiástico católico e parlamentar. O retratado figura posicionado ao centro da composição em três quartos voltado para a esquerda, ostentando cabelos curtos e claros, testa ampla e olhar fixo no plano frontal. Ele enverga vestuário eclesiástico formal composto por batina de tom escuro com abotoamento central, pelegrina disposta sobre os ombros e colarinho romano claro. A mão direita do sacerdote repousa sobre a perna, enquanto o braço esquerdo apoia-se sobre uma mesa lateral coberta por toalha de padrão floral bordado, sobre a qual repousam dois livros encadernados empilhados. Na margem inferior do cartão suporte, abaixo do enquadramento da imagem, figuram as inscrições impressas em tipografia cursiva e estilizada “Fotografia Central” no canto esquerdo e “ST. CATHARINA.” no canto direito.
Nascido em novembro de 1832 na aldeia de Acqua Fredda, em Maratéia, na Itália, Rafael Faraco formou-se sacerdotalmente em seu país natal e emigrou para o Brasil em 1861. Designado para a Paróquia de São Joaquim de Garopaba, em Santa Catarina, atuou na reconstrução da igreja matriz e no atendimento às freguesias de Paulo Lopes e Navegantes. A despeito do sacerdócio, viveu publicamente com Arminda, com quem teve sete filhos. Integrado ao Partido Conservador, foi eleito deputado à Assembleia Legislativa Provincial catarinense por três mandatos e atuou como inspetor de escolas. Durante a República e o advento da Revolução Federalista (1893-1895), voltou a atuar na política como deputado estadual e vice-presidente da Mesa Diretora da Assembleia. Contudo, sua trajetória pública foi marcada por controvérsias políticas decorrentes de acusações de que teria denunciado correligionários federalistas e maragatos às autoridades dos governos de Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto, resultando em prisões e execuções no litoral catarinense durante a consolidação da República da Espada.
No verso do suporte acartonado, a composição gráfica destaca-se por uma elaborada estampa litografada em tinta azul. A ilustração apresenta uma figura alegórica feminina trajando túnica clássica, segurando uma paleta de pintura e pincéis com a mão esquerda enquanto apoia a mão direita sobre um grande volume encadernado. Ao seu lado, figuram ramos de palmeira e um medalhão oval contendo a representação de um navio velejando em mar aberto sobre uma âncora. No setor superior do verso, observa-se a indicação “11” ao lado do manuscrito a grafite “P.e R. Faraco”, acompanhado pelos dizeres litografados “Fotografia Central”, “Adolfo Fritz”, “ST. CATHARINA.” e a nota gráfica “REG. C. E. & C.” na borda inferior.