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NÚMERO DE TOMBO
IHG-FOT-4894
TÍTULO
Pico do Diabo, em Morretes, no Paraná
DATA / PERÍODO
1911
DESCRIÇÃO
Vista geral e paisagística do Pico do Diabo e da garganta rochosa atravessada pelo traçado da Estrada de Ferro Paranaguá-Curitiba na Serra do Mar, estado do Paraná, integrando a série comemorativa do “3º Congresso Brazileiro de Geographia” sob a legenda “Lembrança do «Paraná Moderno»”, trazendo as inscrições impressas “Pico do Diabo”, “Estrada de Ferro Paranaguá - Curytiba” e “( Paraná - Brazil)” no canto inferior esquerdo.
Na porção superior do anverso, sobressaem as informações do congresso científico promovido em setembro de 1911 em Curitiba sob a organização da Sociedade de Geografia do Rio de Janeiro. Em primeiro plano, a composição apresenta o aclive da escarpa vegetalizada no canto inferior esquerdo, recoberta por vegetação densa e arbustiva típica da Mata Atlântica. No plano médio, ergue-se à direita a monumental parede rochosa do Pico do Diabo, cortada pela via férrea na qual se destaca a boca escura de um túnel ferroviário escavado diretamente na rocha da montanha. A travessia do Pico do Diabo, projetada pelos engenheiros Antônio e André Rebouças e executada por João Teixeira Soares e Antônio Ferrucci entre 1880 e 1885 sem o emprego de trabalho escravizado, representou uma das maiores façanhas da engenharia ferroviária da época.
No plano de fundo, vislumbra-se a profundidade do abismo e as silhuetas de morros e vales distantes entre as vertentes da serra sob iluminação natural diurna e céu claro. O registro fotográfico monocromático, editado em cartão-postal pelo fotógrafo e editor Cezar Schulz sob o registro “K. No. 162.”, documenta a imposição da infraestrutura de transportes sobre a geografia acidentada paranaense, servindo como símbolo do desenvolvimento econômico e da integração promovidos pelo ciclo da erva-mate.
Vista geral, vista paisagística, Pico do Diabo, Estrada de Ferro Paranaguá-Curitiba, Serra do Mar, Paraná, Brasil, 3º Congresso Brasileiro de Geografia, Lembrança do Paraná Moderno, ferrovia, via férrea, túnel ferroviário, desfiladeiro, escarpa rochosa, paredão de pedra, engenharia ferroviária, João Teixeira Soares, Irmãos Rebouças, Mata Atlântica, vegetação nativa, Cezar Schulz