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Cédula de papel-moeda com orientação horizontal e impressão em policromia com tons de bege, castanho, alaranjado e rosa.
No anverso, a composição é dominada à direita pelo retrato do Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon em farda militar, tendo à esquerda da sua efígie a identificação “CÂNDIDO RONDON”. Ao fundo, à esquerda, observa-se a representação de uma estação telegráfica em palafita sobreposta ao contorno do mapa do Brasil, enquanto no lado direito figuram grafismos estilizados de um aparelho transmissor e receptor de telégrafo. O topo esquerdo traz a inscrição “BANCO CENTRAL DO BRASIL”, acompanhada abaixo pela numeração de série “A 3222052099 A”, que reaparece no canto inferior direito. No canto superior direito, destaca-se o numeral “1000”, e na margem inferior esquerda consta a denominação “1000 MIL CRUZEIROS” sobreposta a padrões geométricos. À direita do retrato do Marechal Rondon, identificam-se as chancelas mecânicas sob as legendas “MINISTRA DA ECONOMIA FAZENDA E PLANEJAMENTO” e “PRESIDENTE DO BANCO CENTRAL DO BRASIL”. A margem esquerda do anverso exibe a indicação do fabricante “CASA DA MOEDA DO BRASIL” disposta na vertical.
No reverso, o centro apresenta os retratos de dois integrantes da etnia indígena Nambikwara, exibindo pintura corporal e adornos faciais tradicionais. À esquerda dos rostos, figuram elementos de subsistência e fauna regional, como peixes, raízes de mandioca e frutos, dispostos sobre fundo com grafismos geométricos inspirados na cestaria e arte plumária indígena. O canto superior direito traz o valor “1000”, e a margem inferior exibe a indicação de valor “1000 MIL CRUZEIROS”.
OUTRAS INFORMAÇÕES
Esta cédula de 1.000 Cruzeiros pertence à terceira geração do padrão Cruzeiro (1990–1993), instituído durante o governo Fernando Collor de Mello com reajuste de valores sem corte de zeros. Produzida pela Casa da Moeda do Brasil e lançada em 1990, a peça tem seu projeto gráfico dedicado à integração territorial e aos povos indígenas. O anverso homenageia o Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon (1865–1958), patrono das comunicações, destacando sua atuação na instalação de linhas telegráficas e na criação do Serviço de Proteção aos Índios. O reverso aborda a etnografia brasileira com retratos do povo Nambikwara do Mato Grosso, ao lado de elementos de subsistência como a mandioca e peixes. Este exemplar carrega as assinaturas de Zélia Maria Cardoso de Mello (Ministra da Economia, Fazenda e Planejamento) e Ibrahim Eris (Presidente do Banco Central do Brasil), período de emissão situado entre 1990 e maio de 1991.
PALAVRAS-CHAVE / TEMAS
Papel-moeda, cédula, numismática, Cruzeiro, Banco Central do Brasil, Cândido Rondon, Marechal Rondon, telégrafo, mapa do Brasil, Nambikwara, indígenas, etnografia, arte indígena, mandioca, pesca, Casa da Moeda do Brasil, Zélia Cardoso de Mello, Ibrahim Eris, chancela, valor nominal