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NÚMERO DE TOMBO
IHG-FOT-5394
TÍTULO
La morte d’Anita Garibaldi — Transporte de Anita Garibaldi (1821–1849) durante a fuga de 1849
DATA / PERÍODO
Sem data
DESCRIÇÃO
Reprodução de uma ilustração impressa de Edoardo Matania. A composição representa uma paisagem rural aberta, atravessada por um caminho de terra e dominada, à esquerda, por uma construção de alvenaria com cobertura muito inclinada de palha. A edificação apresenta empena triangular, pequena abertura superior, porta lateral e paredes de aspecto rústico. Próximo à entrada encontram-se três figuras, aparentemente moradores que observam a aproximação do grupo. A vegetação rasteira e os feixes espalhados pelo terreno reforçam a caracterização de uma propriedade agrícola da região de Ravena.
No centro, um cavalo escuro, conduzido pelas rédeas por um homem a pé, traciona um biroccino — pequeno carro rural de duas rodas. Sobre a carroça, Anita aparece reclinada sobre um colchão ou conjunto de mantas, com o corpo debilitado amparado por um acompanhante. Acima dela, uma figura masculina mantém aberto um guarda-sol para protegê-la. Ao lado e atrás do veículo seguem Giuseppe Garibaldi e outros integrantes da comitiva, alguns usando chapéus de aba larga e vestimentas associadas aos voluntários garibaldinos. A disposição horizontal das personagens, avançando da direita para a esquerda em direção à casa, confere à cena caráter processional e acentua a lentidão e a gravidade do deslocamento.
Embora a legenda principal seja La morte d’Anita Garibaldi, a imagem não representa propriamente o instante da morte, mas o transporte da revolucionária, já gravemente enferma, durante as últimas etapas da fuga. Após a queda da República Romana, Garibaldi tentou alcançar Veneza com seus voluntários. Interceptados por forças austríacas no Adriático, ele, Anita e Giovanni Battista Culiolo, conhecido como Leggero, desembarcaram nas proximidades de Magnavacca e atravessaram clandestinamente as lagoas e áreas rurais de Comacchio e Ravena. Anita perdeu a consciência durante o percurso e foi transportada em embarcações e, posteriormente, sobre um colchão colocado em uma carroça. A viagem terminou na Fattoria Guiccioli, em Mandriole, onde ela morreu em 4 de agosto de 1849. Ravenna Turismo A construção representada funciona como referência visual ao destino rural da comitiva, mas não deve ser interpretada necessariamente como uma reprodução arquitetônica fiel da Fattoria Guiccioli.
A ilustração integra o ciclo produzido por Edoardo Matania para Garibaldi e i suoi tempi, de Jessie White Mario, cuja primeira edição ilustrada foi publicada pelos Fratelli Treves, em Milão, em 1884, com reedições e circulação posterior. Elaborada décadas depois do acontecimento, a cena participa da construção da memória pública de Anita como mártir do Risorgimento: sua fragilidade física é contraposta à perseverança com que acompanhou Garibaldi durante a retirada. A reprodução fotográfica preservada registra, portanto, tanto a narrativa histórica de 1849 quanto sua interpretação heroica pela cultura visual italiana do final do século XIX.
Anita Garibaldi, Ana Maria de Jesus Ribeiro, Giuseppe Garibaldi, Giovanni Battista Culiolo, Leggero, morte de Anita Garibaldi, fuga de Garibaldi, retirada de Roma, República Romana, Risorgimento, campanha de 1849, agosto de 1849, Mandriole, Ravena, Emília-Romanha, Sant’Alberto, Fattoria Guiccioli, lagoas de Comacchio, Magnavacca, transporte de enferma, carroça, biroccino, cavalo, guarda-sol, colchão, comitiva garibaldina, habitação rural, cobertura de palha, paisagem rural, Edoardo Matania, Jessie White Mario, Garibaldi e i suoi tempi, Fratelli Treves, ilustração histórica, gravura oitocentista, reprodução fotográfica, fotografia em sépia, memória do Risorgimento, Heroína dos Dois Mundos, século XIX
Frente: “[crédito vertical parcialmente ilegível]”; “LA MORTE D’ANITA GARIBALDI”; “L’Anita, stesa sopra un materasso, sopporta il tragitto sino a Sant’Alberto, ove, trovato un biroccino, Garibaldi ve l’adagia, camminandole accanto, tenendo aperto un ombrello per proteggerla dai raggi del sole” [legenda parcialmente apagada; leitura reconstituída]