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NÚMERO DE TOMBO
IHG-FOT-5401
TÍTULO
Fattoria Guiccioli, local da morte de Anita Garibaldi (1821–1849) — Mandriole, Ravenna
DATA / PERÍODO
Sem data
DESCRIÇÃO
Fachada e o pátio rural da Fattoria Guiccioli, situada em Mandriole, na comuna de Ravenna, Itália. O edifício principal ocupa a porção direita da composição e apresenta dois pavimentos, paredes rebocadas, cobertura de telhas cerâmicas e três chaminés. A fachada é organizada por janelas retangulares, algumas protegidas por grades e outras fechadas com venezianas de madeira. A entrada principal possui verga em arco abatido e encontra-se parcialmente aberta. Um banco comprido está disposto junto à parede térrea.
Diante da entrada principal posam cinco pessoas, quatro homens e uma mulher, todas voltadas aproximadamente para a câmera. À esquerda, diante de uma construção auxiliar térrea de tijolos aparentes e telhado de duas águas, encontram-se outras figuras masculinas, uma delas apoiada ou sentada junto a uma estrutura de madeira. Entre os dois edifícios aparecem cercamentos baixos, pilares, vegetação e utensílios associados às atividades agrícolas. O primeiro plano é ocupado pelo terreiro amplo e irregular da fazenda. A composição, produzida com certa distância e grande área de céu, valoriza a escala do conjunto arquitetônico e seu caráter isolado na paisagem rural de Mandriole.
A propriedade tornou-se um dos principais lugares de memória da Trafila Garibaldina. Na tarde de 4 de agosto de 1849, após a queda da República Romana e uma fuga extenuante pelos pântanos e lagoas da região de Comacchio, Giuseppe Garibaldi chegou à fazenda acompanhado de sua esposa, Ana Maria de Jesus Ribeiro — Anita Garibaldi — e de Giovanni Battista Culiolo, conhecido como Leggero. Gravemente enferma e debilitada, Anita foi conduzida para um quarto da residência, onde faleceu pouco depois. Diante da proximidade das tropas austríacas, Garibaldi e Leggero precisaram abandonar a propriedade ainda naquela noite, enquanto o corpo foi sepultado provisoriamente nas proximidades. Ao registrar o edifício e seus moradores algumas décadas depois, Luigi Ricci não produziu apenas uma vista arquitetônica: documentou o espaço convertido em testemunho material dos últimos momentos da Heroína dos Dois Mundos.
Fattoria Guiccioli, Fazenda Guiccioli, Casa de Anita Garibaldi, Anita Garibaldi, Ana Maria de Jesus Ribeiro, Giuseppe Garibaldi, Giovanni Battista Culiolo, Leggero, Luigi Ricci, Mandriole, Ravenna, Emília-Romanha, Itália, Trafila Garibaldina, República Romana, Risorgimento, retirada de 1849, morte de Anita Garibaldi, 4 de agosto de 1849, Heroína dos Dois Mundos, lugar de memória, patrimônio histórico, arquitetura rural italiana, propriedade agrícola, casa de fazenda, fachada, pátio rural, terreiro, construção de tijolos, telhado cerâmico, grupo de pessoas, trabalhadores rurais, retrato coletivo, paisagem rural, fotografia em albumina, fotografia em sépia, fotografia histórica, século XIX, 1859–1896