Datada de 1900, registra a localidade de Rita Maria, em Florianópolis, Santa Catarina. A composição é organizada em planos distintos: o primeiro plano apresenta um muro de contenção em alvenaria de pedra que percorre a margem da Baía Norte, onde um indivíduo trajado com vestimentas claras e chapéu está sentado. À direita, um homem em pé, vestindo terno escuro e chapéu, observa a cena. O plano médio revela a interface entre o ambiente marítimo e o terrestre, com grandes formações rochosas (matacões) imersas na água à esquerda e uma elevação de terreno à direita, onde se localiza uma edificação de arquitetura luso-brasileira, de pavimento térreo, telhado de quatro águas e janelas de guilhotina.
A vegetação é composta por uma palmeira isolada à esquerda e árvores de grande porte com copas densas que emolduram a construção e a encosta. Um poste vertical destaca-se ao centro, próximo à edificação. No plano de fundo, observa-se a linha costeira da baía e elevações montanhosas sob um céu claro. A imagem possui inscrições impressas na margem superior: "RITA MARIA. — FLORIANOPOLIS, Sta CATHARINA (BRASIL). Nº 2 Collecção de A. Carmo, phot". A perspectiva é oblíqua, capturando a extensão do trapiche e a elevação geográfica da localidade, com iluminação solar direta que produz sombras nítidas sobre o muro e o solo.