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NÚMERO DE TOMBO
IHG-FOT-3982
TÍTULO
Cortejo fúnebre do jornalista Crispim Mira (1880-1927)
DATA / PERÍODO
05 / 03/ 1927
DESCRIÇÃO
Cortejo fúnebre do jornalista e escritor Crispim Mira (1880-1927). A cena desenvolve-se ao longo de um trecho viário não pavimentado onde trafega um automóvel da década de 1920 em primeiro plano, enquanto ao fundo alinha-se uma fila extensa de veículos automotores e populares posicionados em frente a um conjunto de edificações de pavimento térreo e pavimento superior com telhados em cerâmica. Ao fundo da composição, destaca-se a elevação geográfica de um morro coberto por densa vegetação nativa. Na margem esquerda do suporte, em sentido vertical, consta a anotação manuscrita à tinta “(Lgo. 13 de Maio)”, enquanto na margem inferior lê-se a legenda manuscrita “Enterro de Crispim Mira”.
Nascido na cidade de Joinville em 13 de setembro de 1880, Crispim Mira consolidou-se como uma das vozes mais influentes do jornalismo e da literatura catarinense no início do século XX. Como fundador e diretor do periódico Folha Nova na cidade de Florianópolis, notabilizou-se pelas posições combativas e pelas denúncias sobre irregularidades na administração do Porto de Florianópolis, o que motivou um violento atentado político em 17 de fevereiro de 1927, quando foi alvejado no rosto na presença de seu filho dentro da própria redação. Após permanecer dezesseis dias internado no Hospital de Caridade, o jornalista faleceu em 5 de março de 1927. O trágico acontecimento gerou imensa comoção popular na capital catarinense e culminou em uma série de homenagens e manifestações durante seu sepultamento no Largo 13 de Maio, transformando o caso em um marco na defesa da liberdade de imprensa e na denúncia da violência política durante a Primeira República no Brasil.
Crispim Mira, Enterro de Crispim Mira, Florianópolis, Joinville, Santa Catarina, Largo 13 de Maio, Folha Nova, Hospital de Caridade, Porto de Florianópolis, cortejo fúnebre, funeral, automóveis antigos, carros da década de 1920, morro vegetado, arquitetura residencial, praça pública, liberdade de imprensa, assassinato político, Primeira República