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NÚMERO DE TOMBO
IHG-FOT-4146
TÍTULO
Joaquim Saldanha Marinho (1816-1895)
DATA / PERÍODO
Sem data
DESCRIÇÃO
Retrato de Joaquim Saldanha Marinho. O retratado aparece em posição frontal, com o rosto discretamente voltado para a esquerda e o olhar dirigido para fora do campo visual. Apresenta cabelos curtos, penteados para trás, barba longa e cheia, bigode e expressão séria. Veste camisa clara, gravata e casaca escura, sobre a qual se encontra uma faixa ou paramento cerimonial ricamente ornamentado. A peça cruza o tórax diagonalmente e apresenta bordados, franjas, motivos florais, raios e outros elementos simbólicos associados à indumentária maçônica. O fundo é neutro e sem elementos cenográficos, concentrando a atenção na fisionomia e nas insígnias do personagem.
Joaquim Saldanha Marinho nasceu em Olinda, Pernambuco, em 4 de maio de 1816. Bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito do Recife, em 1836, e iniciou sua carreira pública como promotor no Ceará. Filiado ao Partido Liberal, exerceu mandatos parlamentares e presidiu as províncias de Minas Gerais, entre 1865 e 1867, e de São Paulo, entre 1867 e 1868. Sua trajetória atravessou importantes transformações políticas do século XIX, desde as disputas partidárias do Segundo Reinado até a formação do movimento republicano e a consolidação das instituições do novo regime.
Saldanha Marinho destacou-se também como dirigente maçônico e participante dos debates decorrentes da Questão Religiosa da década de 1870. Sob o pseudônimo “Ganganelli”, publicou textos em defesa da separação entre as esferas civil e religiosa e criticou a intervenção da Igreja Católica na vida política. Republicano histórico, participou da articulação do Manifesto Republicano de 1870 e, após a Proclamação da República, integrou a Assembleia Constituinte responsável pela Constituição de 1891, além de exercer o mandato de senador pelo Distrito Federal. Faleceu no Rio de Janeiro, em 27 de maio de 1895. O retrato documenta não apenas sua aparência física, mas também sua projeção institucional no universo maçônico e político brasileiro do século XIX.
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