-
Cidade do Desterro: vistas do Menino Deus, do Mercado, do porto e do centro urbano — Desterro, 1867
- Voltar
by Eugenio Pelegrin  
Anexos
IHG-FOT-5321-VERSO
INFORMAÇÕES SOBRE O ACERVO
Miniatura
CONDIÇÕES DE REPRODUÇÃO
Acervo protegido pela Lei nº 9.610/1998. Proibida a reprodução para fins comerciais sem a autorização dos detentores legais do direito. Obrigatória a citação da referência para fins acadêmicos e expositivos. É vedada a remoção da logomarca em qualquer situação.
NÚMERO DE TOMBO
IHG-FOT-5321
TÍTULO
Cidade do Desterro: vistas do Menino Deus, do Mercado, do porto e do centro urbano — Desterro, 1867
DATA / PERÍODO
1867
DESCRIÇÃO
Litografia panorâmica em orientação horizontal, composta por quatro vistas da antiga cidade de Nossa Senhora do Desterro, atual Florianópolis. Executada por Joseph Brüggemann e impressa pela oficina litográfica Schwarzer & Rohlacher, a obra apresenta uma síntese visual da capital da Província de Santa Catarina em 1867, reunindo paisagem urbana, arquitetura, atividades marítimas e espaços de sociabilidade. A composição é delimitada por cercaduras lineares e organizada em três faixas horizontais. Na margem inferior encontram-se as inscrições impressas: “MENINO DE DEUS”, “CIDADE DO DESTERRO”, “CAPITAL DA PROVINCIA DE SANTA CATHARINA.”, “LITH. EM SCHWARZER & ROHLACHER” e “MERCADO”. A identificação da obra e sua datação encontram correspondência em estudos acadêmicos e coleções iconográficas catarinenses.
Na faixa superior esquerda aparece a região do Menino Deus, vista a partir da orla. O casario de pequenas proporções acompanha o terreno costeiro, enquanto, no alto da colina, destaca-se o conjunto formado pela Igreja do Menino Deus e pelo Hospital de Caridade. A ocupação se estende pela encosta, evidenciando a adaptação das construções ao relevo. Essa área correspondia ao bairro da Toca, habitado sobretudo por pescadores e trabalhadores ligados ao mar, cujas casas, redes e pequenas embarcações se concentravam junto à praia.
A vinheta superior direita, identificada como “MERCADO”, representa o primeiro Mercado Público de Desterro e seu espaço adjacente. A edificação térrea abre-se para uma área intensamente ocupada por vendedores, compradores, carregadores e grupos reunidos diante das bancas. À direita observam-se mastros de embarcações junto à praia, indicando a relação direta entre o mercado e o desembarque de pescado, gêneros agrícolas e outras mercadorias. Mais do que um registro arquitetônico, a cena documenta o mercado como espaço de trabalho, abastecimento e encontro social, marcado pela circulação de trabalhadores livres, libertos e escravizados.
A vista central, de maiores dimensões, apresenta a cidade contemplada a partir da baía. Diversas embarcações a vela ocupam o primeiro plano, entre barcos menores, utilizados no transporte local, e navios de maior porte fundeados diante da área urbana. Ao fundo, o casario acompanha a linha da praia, interrompido pelas torres das igrejas e por edifícios públicos. A perspectiva abrange extensa parcela do litoral urbano, aproximadamente entre a região do Menino Deus e Rita Maria, ressaltando a estreita vinculação entre Desterro e seu porto. Durante o século XIX, a circulação marítima sustentava o abastecimento da capital e sua comunicação com outros portos brasileiros e com a região do Prata.
Na faixa inferior observa-se uma vista movimentada da área central. À esquerda aparece um largo cercado por sobrados e edifícios públicos, ocupado por numerosa formação de soldados ou guardas dispostos em linhas regulares, enquanto grupos menores de civis acompanham a movimentação. Ao centro destaca-se uma igreja com torre frontal; à direita, uma rua larga atravessa o casario em direção à orla, tomada por uma extensa coluna de pessoas. A cena parece representar uma cerimônia cívica, religiosa ou militar, embora o acontecimento específico não possa ser determinado somente pela imagem.
A obra não constitui propriamente um mapa ou planta cartográfica, mas uma litografia de vistas urbanas, construída para oferecer um panorama seletivo e representativo da capital provincial. Ao reunir bairros populares, equipamentos assistenciais, mercado, porto, igrejas, edifícios administrativos e manifestações públicas, Brüggemann produziu um dos mais expressivos documentos iconográficos da Desterro oitocentista. A imagem permite observar tanto a configuração física da cidade quanto sua organização social, evidenciando a centralidade do mar, do trabalho portuário, do comércio e dos espaços públicos em sua formação histórica.
Na faixa superior esquerda aparece a região do Menino Deus, vista a partir da orla. O casario de pequenas proporções acompanha o terreno costeiro, enquanto, no alto da colina, destaca-se o conjunto formado pela Igreja do Menino Deus e pelo Hospital de Caridade. A ocupação se estende pela encosta, evidenciando a adaptação das construções ao relevo. Essa área correspondia ao bairro da Toca, habitado sobretudo por pescadores e trabalhadores ligados ao mar, cujas casas, redes e pequenas embarcações se concentravam junto à praia.
A vinheta superior direita, identificada como “MERCADO”, representa o primeiro Mercado Público de Desterro e seu espaço adjacente. A edificação térrea abre-se para uma área intensamente ocupada por vendedores, compradores, carregadores e grupos reunidos diante das bancas. À direita observam-se mastros de embarcações junto à praia, indicando a relação direta entre o mercado e o desembarque de pescado, gêneros agrícolas e outras mercadorias. Mais do que um registro arquitetônico, a cena documenta o mercado como espaço de trabalho, abastecimento e encontro social, marcado pela circulação de trabalhadores livres, libertos e escravizados.
A vista central, de maiores dimensões, apresenta a cidade contemplada a partir da baía. Diversas embarcações a vela ocupam o primeiro plano, entre barcos menores, utilizados no transporte local, e navios de maior porte fundeados diante da área urbana. Ao fundo, o casario acompanha a linha da praia, interrompido pelas torres das igrejas e por edifícios públicos. A perspectiva abrange extensa parcela do litoral urbano, aproximadamente entre a região do Menino Deus e Rita Maria, ressaltando a estreita vinculação entre Desterro e seu porto. Durante o século XIX, a circulação marítima sustentava o abastecimento da capital e sua comunicação com outros portos brasileiros e com a região do Prata.
Na faixa inferior observa-se uma vista movimentada da área central. À esquerda aparece um largo cercado por sobrados e edifícios públicos, ocupado por numerosa formação de soldados ou guardas dispostos em linhas regulares, enquanto grupos menores de civis acompanham a movimentação. Ao centro destaca-se uma igreja com torre frontal; à direita, uma rua larga atravessa o casario em direção à orla, tomada por uma extensa coluna de pessoas. A cena parece representar uma cerimônia cívica, religiosa ou militar, embora o acontecimento específico não possa ser determinado somente pela imagem.
A obra não constitui propriamente um mapa ou planta cartográfica, mas uma litografia de vistas urbanas, construída para oferecer um panorama seletivo e representativo da capital provincial. Ao reunir bairros populares, equipamentos assistenciais, mercado, porto, igrejas, edifícios administrativos e manifestações públicas, Brüggemann produziu um dos mais expressivos documentos iconográficos da Desterro oitocentista. A imagem permite observar tanto a configuração física da cidade quanto sua organização social, evidenciando a centralidade do mar, do trabalho portuário, do comércio e dos espaços públicos em sua formação histórica.
DIMENSÕES EM CM (Altura x Largura)
36,5 x 51,5
COLEÇÃO / SÉRIE
LOCALIDADE:
TIPO DE SUPORTE
TÉCNICA FOTOGRÁFICA
AUTORIA / ESTÚDIO FOTOGRÁFICO
PALAVRA-CHAVE / TEMAS
Cidade do Desterro, Nossa Senhora do Desterro, Florianópolis, Santa Catarina, Província de Santa Catarina, 1867, século XIX, período imperial, Império do Brasil, Joseph Brüggemann, Schwarzer & Rohlacher, litografia, litogravura, iconografia urbana, paisagem urbana, panorama urbano, vista panorâmica, Menino Deus, bairro da Toca, Igreja do Menino Deus, Hospital de Caridade, Irmandade do Senhor Jesus dos Passos, Mercado Público, antigo Mercado Público, comércio urbano, abastecimento, vendedores, trabalhadores urbanos, população negra, porto de Desterro, atividade portuária, navegação, embarcações a vela, barcos, navios mercantes, cabotagem, Baía Sul, orla marítima, casario colonial, arquitetura oitocentista, igrejas, edifícios públicos, largo urbano, formação militar, cerimônia pública, vida cotidiana, história urbana, história marítima, patrimônio cultural, memória de Florianópolis, coleção José Arthur Boiteux
QUANTIDADE
DATA DE ATUALIZAÇÃO
13 de outubro de 2026
CONTROLE INTERNO E GESTÃO DO ACERVO
ESTADO DE CONSERVAÇÃO
TRANSCRIÇÃO DE ANOTAÇÕES
Frente: “MENINO DE DEUS”; “CIDADE DO DESTERRO”; “CAPITAL DA PROVINCIA DE SANTA CATHARINA.”; “LITH. EM SCHWARZER & ROHLACHER”; “MERCADO”.
Verso: “José Arthur Boiteux”.
Verso: “José Arthur Boiteux”.
DIREITOS AUTORAIS
PROCEDÊNCIA DE TITULARIDADE
CATALOGADOR
Eugenio Pelegrin




