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Vista panorâmica de Florianópolis
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by Eugenio Pelegrin  
Anexos
IHG-FOT-5322-VERSO
INFORMAÇÕES SOBRE O ACERVO
Miniatura
CONDIÇÕES DE REPRODUÇÃO
Acervo protegido pela Lei nº 9.610/1998. Proibida a reprodução para fins comerciais sem a autorização dos detentores legais do direito. Obrigatória a citação da referência para fins acadêmicos e expositivos. É vedada a remoção da logomarca em qualquer situação.
NÚMERO DE TOMBO
IHG-FOT-5322
TÍTULO
Vista panorâmica de Florianópolis
DATA / PERÍODO
c. 1890 a 1910
DESCRIÇÃO
A tomada foi realizada de um ponto elevado da região central da Ilha de Santa Catarina, provavelmente nas encostas do antigo Morro do Antão, atual Morro da Cruz, com a câmera direcionada para o núcleo urbano de Florianópolis e para as baías que circundam a península. No primeiro plano predominam formações rochosas, vegetação arbustiva e terrenos de relevo acentuado. À esquerda encontra-se uma pequena construção de alvenaria, com planta aparentemente quadrangular, paredes claras e cobertura de telhas cerâmicas em quatro águas. A edificação poderia estar relacionada às antigas instalações existentes no morro, mas sua função não pode ser determinada com segurança apenas pela fotografia.
Troncos, galhos e pedras espalhados ao redor acentuam o caráter ainda pouco urbanizado das encostas.
No plano médio, a cidade aparece distribuída sobre a planície costeira, formando uma extensa mancha de edificações baixas, ruas estreitas e telhados cerâmicos. O núcleo urbano concentra-se à esquerda e ao centro da composição, enquanto áreas menos densamente ocupadas avançam sobre as elevações e terrenos periféricos. A distância, o desgaste da imagem e a perda de contraste dificultam a identificação segura de construções isoladas, embora seja possível reconhecer a configuração horizontal que caracterizava Florianópolis antes da verticalização ocorrida ao longo do século XX.
Ao fundo, a superfície das baías ocupa grande parte da composição e articula visualmente a área urbana com a paisagem continental. Ilhas, promontórios e cadeias montanhosas aparecem sucessivamente no horizonte, criando diferentes planos de profundidade. A ausência da Ponte Hercílio Luz, inaugurada em 1926, demonstra que a fotografia é anterior à ligação rodoviária permanente entre a ilha e o continente. Naquele período, o deslocamento de passageiros, animais, cargas e correspondências ainda dependia principalmente de embarcações que atravessavam os canais das baías Norte e Sul.
A imagem foi provavelmente realizada entre o final do século XIX e as primeiras décadas do século XX. Entretanto, não é possível fixar uma data exata somente pelos elementos visuais conservados. A denominação Florianópolis, adotada oficialmente em 1894, é a mais adequada caso o registro seja posterior à mudança do nome da capital; para períodos anteriores, a cidade era denominada Nossa Senhora do Desterro ou simplesmente Desterro.
Além do valor paisagístico, a fotografia documenta a relação entre relevo, mar e ocupação urbana. O núcleo central surge comprimido entre as encostas da ilha e as águas das baías, evidenciando uma característica determinante da formação territorial de Florianópolis. A montagem panorâmica também revela uma intenção documental: ultrapassar as limitações do enquadramento fotográfico convencional para registrar, em uma única composição, a extensão da cidade e sua inserção geográfica.
Troncos, galhos e pedras espalhados ao redor acentuam o caráter ainda pouco urbanizado das encostas.
No plano médio, a cidade aparece distribuída sobre a planície costeira, formando uma extensa mancha de edificações baixas, ruas estreitas e telhados cerâmicos. O núcleo urbano concentra-se à esquerda e ao centro da composição, enquanto áreas menos densamente ocupadas avançam sobre as elevações e terrenos periféricos. A distância, o desgaste da imagem e a perda de contraste dificultam a identificação segura de construções isoladas, embora seja possível reconhecer a configuração horizontal que caracterizava Florianópolis antes da verticalização ocorrida ao longo do século XX.
Ao fundo, a superfície das baías ocupa grande parte da composição e articula visualmente a área urbana com a paisagem continental. Ilhas, promontórios e cadeias montanhosas aparecem sucessivamente no horizonte, criando diferentes planos de profundidade. A ausência da Ponte Hercílio Luz, inaugurada em 1926, demonstra que a fotografia é anterior à ligação rodoviária permanente entre a ilha e o continente. Naquele período, o deslocamento de passageiros, animais, cargas e correspondências ainda dependia principalmente de embarcações que atravessavam os canais das baías Norte e Sul.
A imagem foi provavelmente realizada entre o final do século XIX e as primeiras décadas do século XX. Entretanto, não é possível fixar uma data exata somente pelos elementos visuais conservados. A denominação Florianópolis, adotada oficialmente em 1894, é a mais adequada caso o registro seja posterior à mudança do nome da capital; para períodos anteriores, a cidade era denominada Nossa Senhora do Desterro ou simplesmente Desterro.
Além do valor paisagístico, a fotografia documenta a relação entre relevo, mar e ocupação urbana. O núcleo central surge comprimido entre as encostas da ilha e as águas das baías, evidenciando uma característica determinante da formação territorial de Florianópolis. A montagem panorâmica também revela uma intenção documental: ultrapassar as limitações do enquadramento fotográfico convencional para registrar, em uma única composição, a extensão da cidade e sua inserção geográfica.
DIMENSÕES EM CM (Altura x Largura)
00 x 00
COLEÇÃO / SÉRIE
LOCALIDADE:
TIPO DE SUPORTE
TÉCNICA FOTOGRÁFICA
CROMIA
AUTORIA / ESTÚDIO FOTOGRÁFICO
PALAVRA-CHAVE / TEMAS
Florianópolis, Nossa Senhora do Desterro, Desterro, Santa Catarina, Ilha de Santa Catarina, início do século XX, final do século XIX, vista panorâmica, panorama fotográfico, fotografia panorâmica, paisagem urbana, paisagem natural, Morro do Antão, Morro da Cruz, centro histórico, área central, malha urbana, casario histórico, telhados cerâmicos, arquitetura urbana, ocupação territorial, expansão urbana, relevo insular, encosta, formações rochosas, vegetação, pequena edificação, Baía Norte, Baía Sul, litoral catarinense, continente, ilhas, promontórios, montanhas, transporte marítimo, travessia por embarcações, período anterior à Ponte Hercílio Luz, história urbana, geografia urbana, urbanização, patrimônio paisagístico, cartão fotográfico, montagem panorâmica, fotografia sépia, coleção José Arthur Boiteux
QUANTIDADE
DATA DE ATUALIZAÇÃO
13 de outubro de 2026
CONTROLE INTERNO E GESTÃO DO ACERVO
ESTADO DE CONSERVAÇÃO
TRANSCRIÇÃO DE ANOTAÇÕES
Verso: IHG-FOT-5322
DIREITOS AUTORAIS
PROCEDÊNCIA DE TITULARIDADE
CATALOGADOR
Eugenio Pelegrin




