Casarão Schaefer, edificado na década de 1910 pelo casal de comerciantes Otto e Alice Schaefer e situado estrategicamente na esquina da Rua Conselheiro Rui Barbosa com a Rua Adriano Schaefer, em uma área central que concentrava o fluxo comercial da colônia em Brusque, Santa Catarina. Em primeiro plano, estende-se uma ampla via pública de chão batido com superfície terrosa irregular e sem pavimentação, delimitada no canto inferior direito por um alinhamento de meio-fio baixo. No plano médio, ergue-se o Casarão Schaefer, uma imponente edificação de alvenaria com dois pavimentos, sótão habitável e telhado de duas águas revestido por telhas cerâmicas, apresentando um longo mastro vertical fixado sobre a cumeeira. Na fachada frontal voltada para a esquerda, identifica-se a inscrição impressa “Hotel Schaefer” localizada entre as aberturas retangulares do primeiro e do segundo pavimento. A fachada lateral direita prolonga-se longitudinalmente seguindo o alinhamento da rua, exibindo uma série de janelas verticais e a repetição da inscrição “Hotel Schaefer”. Este bem patrimonial, após sofrer um desabamento parcial do teto em 2016 e passar anos em estado de abandono, teve suas ruínas remanescentes totalmente demolidas em março de 2022.
Ainda no plano médio, na extremidade esquerda da composição, visualiza-se a seção lateral de uma edificação construída na técnica enxaimel com entramado de madeira e fechamento em tijolos aparentes, junto à qual se posiciona uma figura humana estática. Entre esta estrutura e o casarão principal, encontra-se uma habitação térrea menor de telhado em duas águas com janelas retangulares, acompanhada por duas pequenas figuras humanas em seu entorno. Diante da fachada lateral direita do hotel, sobre o espaço da calçada, observam-se transeuntes dispersos e estáticos posicionados próximos aos degraus de acesso e a um banco de madeira. À direita da edificação principal, desenvolve-se uma sequência contínua de casas coloniais geminadas cujas volumetrias reduzem-se progressivamente em perspectiva linear em direção ao fundo da via urbana, acentuando a profundidade espacial do conjunto.
O plano de fundo é delimitado por uma extensa elevação topográfica recoberta por uma densa e uniforme massa de vegetação arbórea, que estabelece a linha do horizonte sob um céu completamente claro e desprovido de nuvens, ocupando a porção superior do enquadramento. A cena é captada sob uma iluminação solar difusa e homogênea, gerando contrastes moderados e sombras suaves projetadas no solo junto às bases das estruturas arquitetônicas e das figuras humanas.