Retrato de estúdio em primeiro plano e orientação vertical do Coronel Antônio Moreira César, oficial militar notório por sua atuação na repressão à Revolução Federalista e na Guerra de Canudos.
O biografado é representado frontalmente, com o olhar direcionado à objetiva. Apresenta calvície frontal acentuada, cabelos curtos nas laterais e um bigode farto e grisalho que encobre o lábio superior. Traja farda militar de gala com gola alta rígida, adornada com o numeral “7” em ambos os lados do colarinho. A túnica exibe detalhes horizontais em alamares (cordões ornamentais) e botões metálicos centrais, além de dragonas claras nos ombros. A imagem possui um fundo neutro e acabamento em esfumado na base do busto. No rodapé da moldura, consta a inscrição impressa “coronel Moreira Cesar” e, logo abaixo, uma anotação manuscrita a lápis em letra cursiva: “Carrasco da Revolução”.
Antônio Moreira César, apelidado de "corta-cabeças", personificou a face mais violenta da consolidação republicana sob o governo de Floriano Peixoto. Em Santa Catarina, exerceu a função de presidente do estado durante o período republicano, assumindo o posto em 22 de abril de 1894 e permanecendo no cargo até 28 de setembro de 1894. Foi durante este curto e implacável mandato que comandou as execuções sumárias na Fortaleza de Anhatomirim, episódio que justifica a alcunha infame registrada manuscritamente no suporte da fotografia e que marcou profundamente a memória política regional.
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