Banda Amor à Arte em uma via pública no distrito do Estreito, em Florianópolis. A imagem organiza-se com um grupo de músicos e civis em primeiro plano, posicionados em uma estrada de terra batida que ascende levemente.
Os músicos, integrantes desta sociedade musical civil que teve origem na antiga "Orquestra dos Cupins" e foi oficialmente fundada em 12 de outubro de 1897, trajam fardamento composto por túnicas escuras de botões frontais, calças claras e quepes. Alguns seguram instrumentos de sopro, como bombardinos e trompetes, representando a continuidade de uma das poucas bandas do século XIX ainda ativas na capital. À esquerda, homens e crianças em trajes civis, incluindo ternos e chapéus de coco, observam a cena.
No plano médio, à esquerda, observa-se uma encosta com vegetação arbustiva densa e árvores. Ao centro, destaca-se uma edificação de alvenaria com dois pavimentos e balaustrada decorativa na platibanda, típica das sedes e construções de relevo no Estreito — localidade que, na data do registro (1911), ainda pertencia a cidade de São José, sendo integrada a Florianópolis apenas em 1944.
À direita, a via continua com outras construções menores e um poste de madeira com fiação elétrica. O plano de fundo revela uma elevação geográfica suave sob um céu claro. A composição é centralizada, capturando o coletivo em um momento de integração social e cultural, reforçando o papel da banda que, desde sua fundação por figuras como Indalício Pires e sob a influência técnica de maestros como Pene-do, tornou-se patrimônio histórico catarinense.
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A BANDA feita de amor e arte para sobreviver 76 anos. O Estado de Florianópolis, Florianópolis, ano 59, n. 17.354, 7 de outubro de 1973, p. 8. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/884120/116702. Acesso em: 4/05/2026.