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NÚMERO DE TOMBO
IHG-FOT-5345
TÍTULO
Capanno Garibaldi — Refúgio de Giuseppe Garibaldi nos arredores de Ravenna
DATA / PERÍODO
Déc. 1910
DESCRIÇÃO
Capanno Garibaldi, situado nos arredores de Ravenna, na região italiana da Emília-Romanha. A pequena construção rural ocupa o centro da composição, fotografada frontalmente e levemente pela lateral direita. Apresenta paredes de alvenaria, cobertura alta de palha em duas águas, porta aberta e pequena chaminé elevada sobre o telhado. Na fachada encontram-se diversas placas comemorativas, instaladas para registrar a importância histórica do lugar. À direita da construção, um homem posa de pé, usando camisa clara, calças e avental, oferecendo referência de escala para as dimensões da cabana. O terreno desprovido de vegetação e a paisagem baixa ao fundo reforçam o caráter rural e isolado da localidade.
Na parte inferior do cartão, impressa em vermelho, aparece a legenda: “RAVENNA (Dintorni) – Lo storico Capanno di Garibaldi”, traduzida como “Ravenna (Arredores) – A histórica Cabana de Garibaldi”.
Originalmente conhecido como Capanno del Pontaccio, o abrigo integrou a chamada Trafila Garibaldina, rede clandestina organizada por patriotas e moradores da Romanha para conduzir Giuseppe Garibaldi em segurança após a queda da República Romana. Garibaldi, perseguido pelas forças austríacas e pontifícias, chegou à cabana por volta das 19h30 de 6 de agosto de 1849, acompanhado por outros fugitivos e auxiliado por guias locais. O local proporcionou repouso e proteção antes da continuação da fuga. Capanno Garibaldi
Diferentemente da informação inicialmente apresentada, Anita Garibaldi não esteve abrigada nesta cabana. Ela faleceu dois dias antes, em 4 de agosto de 1849, na Fattoria Guiccioli, nas proximidades de Mandriole. Portanto, o Capanno Garibaldi está associado à etapa da fuga realizada por Giuseppe depois da morte da esposa. Em 2 de agosto, o casal ainda navegava com os garibaldinos em direção ao norte, sendo perseguido por embarcações austríacas. Capanno Garibaldi. A preservação da cabana como monumento começou ainda no século XIX. Adquirida em 1867 para garantir sua conservação, tornou-se posteriormente objeto de uma associação constituída especialmente para protegê-la e transmitir às gerações futuras a memória da fuga garibaldina.
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