Cascadas do Rio das Lanças, localizadas no atual município de Mafra
DATA / PERÍODO
Déc. 1900
DESCRIÇÃO
A queda d'água proeminente e volumosa das Cascadas do Rio das Lanças, localizadas no atual município de Mafra, no Planalto Norte de Santa Catarina, estende-se verticalmente em uma ampla cortina esbranquiçada que domina a região central da imagem fotográfica colorizada em formato de cartão-postal. No plano superior, a água flui a partir de uma plataforma rochosa linear cercada por densa vegetação nativa, onde se projetam as silhuetas características de pinheiros-do-paraná, as araucárias, contra um céu claro de tonalidades azuladas e amareladas. Esse acidente geográfico, cujas águas nascem em Itaiópolis e desaguam no Rio Negro, servia tradicionalmente como balneário natural e ponto de encontro para piqueniques e lazer das famílias de colonos da região entre o final do século XIX e meados do século XX, época em que a área ainda pertencia administrativamente ao extenso território do antigo município de São Bento.
As laterais da composição são emolduradas por paredões de rocha escura e folhagens densas que acentuam o isolamento natural do poço de água turbulenta que preenche o primeiro plano. Na margem lateral esquerda, disposta verticalmente, identifica-se a inscrição impressa “Carl Schneider, Joinville No. 21”, registrando a autoria ou edição do suporte. Na base inferior da imagem, sobre uma margem clara, consta o título tipografado em tinta vermelha “Cascadas do Rio das Lanças S. Catharina.”, acompanhado logo abaixo por anotações manuscritas a lápis que inserem os dados geográficos e de localização “a 6 Kil da villa de Rio Negro” e “(Mun. de S. Bento)”, integrando as referências espaciais e a proximidade com a vila vizinha paranaense antes da emancipação política definitiva do município de Mafra ocorrida no ano de 1917.
Cascadas do Rio das Lanças, Rio da Lança, Mafra, São Bento do Sul, Itaiópolis, Rio Negro, Carl Schneider, balneário natural, queda d'água, cachoeira, cartão-postal, fotografia colorizada, Planalto Norte catarinense, colonização europeia, araucária, vegetação nativa, turismo ecológico, lazer colonial, Bilhete Postal, século XX, patrimônio natural catarinense, suporte documental