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NÚMERO DE TOMBO
IHG-FOT-3054
TÍTULO
Colônia de Três Arroios, no norte do estado do Rio Grande do Sul
DATA / PERÍODO
Déc. 1910
DESCRIÇÃO
Cartão-postal panorâmico em preto e branco, com orientação horizontal, retratando a ocupação inicial do vilarejo e colônia de Três Arroios, situada na região do Alto Uruguai, no norte do estado do Rio Grande do Sul. Na margem inferior do anverso, em campo externo ao quadro fotográfico, encontra-se impressa em caixa alta a legenda identificadora “TRES ARROIOS, colonia fundada pela firma LUCE, ROSA & CIA., a 13 kilometros de distancia da Estação Barro”. O registro documenta o processo de colonização particular promovido pela empresa Luce, Rosa & Cia. Ltda., que adquiriu extensas áreas de terras na região por volta de 1915 e iniciou a demarcação dos lotes, atraindo a partir de fevereiro de 1917 um fluxo de famílias de imigrantes de origem alemã e italiana. O nome da localidade deriva da confluência de três cursos d'água mapeados pelos colonizadores, batizados de Lajeado Perdido, Napoleão e da Sede. O elemento principal de destaque na composição é o núcleo habitacional incipiente em meio ao vale, caracterizado por edificações de madeira e pela abertura de clareiras no terreno.
Em primeiro plano, observa-se uma área de encosta com vegetação rasteira, solo revolvido e troncos de árvores remanescentes do processo de desmatamento da mata nativa, destacando-se uma tora seca e ereta no canto inferior direito. No plano médio, distribuem-se pequenas casas residenciais e galpões de madeira com telhados de duas águas dispostos ao longo do relevo acidentado do vilarejo. Em posição ligeiramente mais elevada ao centro do terreno, sobressai a silhueta da primeira edificação destinada a funcionar como capela e escola da comunidade, apresentando uma pequena torre sineira na cobertura. Ao fundo, a paisagem é emoldurada pelas elevações e morros contínuos cobertos por densa floresta tropical e mata nativa que delimitam a bacia do vale sob um céu claro de tom suave.
A menção impressa à “Estação Barro”, localizada no atual município de Gaurama (antigamente denominado Barro), destaca a relevância do entreposto ferroviário situado a treze quilômetros da sede colonial, por onde desembarcavam os novos povoadores, ferramentas e suprimentos trazidos pela malha de transporte da época. O cartão-postal atua como documento iconográfico fundamental para o estudo da história agrária, da arquitetura de imigração e da transformação da paisagem natural no interior do Rio Grande do Sul.
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