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Embarcação Seival, posteriormente denominada Garrafão, em Laguna
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by Eugenio Pelegrin  
INFORMAÇÕES SOBRE O ACERVO
Miniatura
CONDIÇÕES DE REPRODUÇÃO
Acervo protegido pela Lei nº 9.610/1998. Proibida a reprodução para fins comerciais sem a autorização dos detentores legais do direito. Obrigatória a citação da referência para fins acadêmicos e expositivos. É vedada a remoção da logomarca em qualquer situação.
NÚMERO DE TOMBO
IHG-FOT-3227
TÍTULO
Embarcação Seival, posteriormente denominada Garrafão, em Laguna
DATA / PERÍODO
c. 1910 a 1920
DESCRIÇÃO
Montada sobre cartão rígido cinza-escuro com cantos arredondados e moldura composta por linhas duplas brancas. No primeiro plano observa-se uma faixa de terreno arenoso e irregular, com pedras, resíduos e pequenas áreas de vegetação. No centro da composição encontra-se o casco deteriorado de uma embarcação de madeira identificada como o antigo Seival, posteriormente denominado Garrafão. O barco está encalhado sobre a margem, com a proa elevada à direita e o costado orientado longitudinalmente. A estrutura apresenta tábuas desgastadas, partes deslocadas, cavernas e elementos internos expostos, ausência de mastreação e perda de componentes do convés. Uma longa peça de madeira, possivelmente parte de um mastro ou verga, encontra-se inclinada diante do casco. Duas pequenas embarcações estão posicionadas junto à lateral inferior do barco.
No plano de fundo desenvolve-se a paisagem urbana e portuária de Laguna, com edificações térreas, construções de maior porte, cobertura vegetal e elevações que delimitam o horizonte. À esquerda, destaca-se uma edificação com elementos verticais semelhantes a torres; à direita, casas alinhadas junto à margem e pequenas figuras distribuídas pela área aberta. O enquadramento documenta o estágio avançado de desmonte e deterioração da embarcação, já retirada da navegação e abandonada nas proximidades do antigo cais.
Construído em 1839 para as forças da República Rio-Grandense, o Seival participou da expedição naval organizada por Giuseppe Garibaldi para a tomada de Laguna. Transportado por terra entre a Lagoa dos Patos e Tramandaí, o palhabote alcançou o litoral catarinense e integrou a operação que resultou na ocupação do porto lagunense e na proclamação da República Catarinense, em julho de 1839. Posteriormente restaurado e rebatizado como Garrafão, passou a operar na navegação mercante de cabotagem. A fotografia registra seus remanescentes nos últimos anos de existência, antes da destruição definitiva da estrutura. Durante o período em que permaneceu abandonado, uma figueira teria germinado espontaneamente em sua quilha e, posteriormente, foi transplantada para o Jardim Calheiros da Graça, onde passou a ser conhecida como Árvore de Anita.
No plano de fundo desenvolve-se a paisagem urbana e portuária de Laguna, com edificações térreas, construções de maior porte, cobertura vegetal e elevações que delimitam o horizonte. À esquerda, destaca-se uma edificação com elementos verticais semelhantes a torres; à direita, casas alinhadas junto à margem e pequenas figuras distribuídas pela área aberta. O enquadramento documenta o estágio avançado de desmonte e deterioração da embarcação, já retirada da navegação e abandonada nas proximidades do antigo cais.
Construído em 1839 para as forças da República Rio-Grandense, o Seival participou da expedição naval organizada por Giuseppe Garibaldi para a tomada de Laguna. Transportado por terra entre a Lagoa dos Patos e Tramandaí, o palhabote alcançou o litoral catarinense e integrou a operação que resultou na ocupação do porto lagunense e na proclamação da República Catarinense, em julho de 1839. Posteriormente restaurado e rebatizado como Garrafão, passou a operar na navegação mercante de cabotagem. A fotografia registra seus remanescentes nos últimos anos de existência, antes da destruição definitiva da estrutura. Durante o período em que permaneceu abandonado, uma figueira teria germinado espontaneamente em sua quilha e, posteriormente, foi transplantada para o Jardim Calheiros da Graça, onde passou a ser conhecida como Árvore de Anita.
DIMENSÕES EM CM (Altura x Largura)
12 x 15,5
COLEÇÃO / SÉRIE
LOCALIDADE:
TIPO DE SUPORTE
TÉCNICA FOTOGRÁFICA
CROMIA
PALAVRA-CHAVE / TEMAS
Seival, Garrafão, palhabote, embarcação histórica, embarcação em ruínas, casco de madeira, construção naval, patrimônio naval, patrimônio marítimo, Giuseppe Garibaldi, Anita Garibaldi, Revolução Farroupilha, República Rio-Grandense, República Catarinense, República Juliana, campanha naval de 1839, Laguna, Santa Catarina, porto de Laguna, antigo cais de Laguna, navegação de cabotagem, transporte marítimo, história marítima, arqueologia naval, abandono, deterioração da madeira, paisagem portuária, paisagem urbana, arquitetura histórica, litoral catarinense, 1915, fotografia sépia, fotografia montada, cartão rígido, início do século XX, Árvore de Anita
QUANTIDADE
FONTE DA INFORMAÇÃO
CADORIN, Adílcio. Seival – o barco emblemático na história das Repúblicas Rio-grandense e Catarinense e de Giuseppe e Anita Garibaldi. Instituto CulturAnita, 23 jul. 2021. Disponível em: https://culturanita.org.br/2021/07/23/seival-o-barco-emblematico-na-historia-das-republicas-rio-grandense-e-catarinense-e-de-giuseppe-e-anita-garibaldi/. Acesso em: 1 out. 2026.
DATA DE ATUALIZAÇÃO
5 de junho de 2026
CONTROLE INTERNO E GESTÃO DO ACERVO
OUTROS NÚMEROS
001732
ESTADO DE CONSERVAÇÃO
TRANSCRIÇÃO DE ANOTAÇÕES
Verso: IHG-FOT-3227
DIREITOS AUTORAIS
PROCEDÊNCIA DE TITULARIDADE
CATALOGADOR
Eugenio Pelegrin




