Retrato do biólogo e naturalista Johann Friedrich Theodor Müller, o "Príncipe dos Observadores", apresentado em corpo inteiro em um cenário de densa vegetação nativa.
O indivíduo, de idade avançada, possui uma longa barba branca e veste uma túnica clara de mangas compridas, calças largas e um pequeno barrete escuro com ornamentos bordados. Sua postura é relaxada: o braço direito está apoiado em um tronco de árvore caído em primeiro plano, enquanto a mão esquerda segura um bastão ou cajado de madeira. A composição é marcada pelo estilo de fotografia de campo, integrada à natureza, com o plano de fundo preenchido por folhagens, samambaias e troncos que enfatizam a identidade de naturalista do biografado.
Fritz Müller (1822–1897) foi um pioneiro da biologia teuto-brasileiro e o principal interlocutor de Charles Darwin no Brasil. Nascido na Alemanha, estabeleceu-se em Santa Catarina em 1852, onde conduziu estudos fundamentais sobre a fauna e flora da Mata Atlântica a partir de observações diretas. Sua obra mais célebre, Für Darwin (1864), ofereceu as primeiras evidências empíricas da seleção natural, e seu trabalho sobre o mimetismo em borboletas — hoje conhecido como mimetismo mülleriano — é um pilar da ecologia evolutiva. Viveu grande parte de sua vida em Blumenau e Florianópolis (antiga Desterro), atuando como professor e pesquisador até sua morte.
A imagem é uma reprodução em formato de cartão-postal e possui em seu rodapé a inscrição impressa “FRITZ MÜLLER” acompanhada de suas datas de nascimento e falecimento: “31 — III — 1822” e “21 — V — 1897”.
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