Grande Hôtel de Willy Bechert, na colônia de Blumenau
DATA / PERÍODO
c. 1890 a 1900
DESCRIÇÃO
Edificação e o pátio frontal do antigo Grande Hôtel de Willy Bechert, importante referência de hospedagem e convívio social estabelecida na antiga Palmenallee (atual Alameda Rio Branco / Rua das Palmeiras) na colônia de Blumenau, Santa Catarina. A cena fotográfica encontra-se disposta no quadrante esquerdo e central do suporte de papel cartão pardo, emoldurada por uma ampla margem clara. No primeiro plano inferior, estende-se uma área de terra batida e canteiros baixos de vegetação rasteira, onde se posiciona um expressivo fluxo de veículos de tração animal e pedestres. À esquerda, observam-se carruagens e carroças de tração animal com rodas raiadas, junto às quais se agrupam mais de vinte figuras humanas adultas masculinas e femininas dispostas em cadeiras, bancos ou em pé defronte às portas do hotel. No centro, sobressai uma carruagem atada a dois cavalos em perfil para a direita, conduzida por figuras humanas masculinas com chapéu. Emergindo do canteiro em primeiro plano e erguendo-se verticalmente diante do prédio, destaca-se o tronco de uma palmeira de grande porte cuja copa folhada atinge a borda superior. Na porção inferior esquerda da margem clara, lê-se a inscrição impressa “Gruss aus / Lembrança de / Blumenau.”. Logo abaixo da cena, identifica-se a legenda explicativa impressa “Grande Hôtel, Willy Bechert in Blumenau, Strasse nach dem Schützenhause.”
No plano médio, ergue-se o imponente casarão de alvenaria clara do Grande Hôtel de Willy Bechert, apresentando uma arquitetura colonial típica do século XIX adaptada às necessidades locais da colônia alemã. O complexo edificado possui um corpo centralizado de dois pavimentos com frontão triangular voltado para a rua e duas alas térreas laterais alongadas dispostas horizontalmente. A fachada exibe simetricamente múltiplas aberturas retangulares verticais, incluindo portas e janelas de guilhotina com molduras escuras. O teto é estruturado por um amplo telhado cerâmico de duas águas dotado de forte inclinação. Na ala direita do hotel, encontram-se dispostas outras carroças de tração animal e cavalos atrelados próximos à entrada lateral. No plano de fundo, logo atrás da cobertura do casarão, estende-se uma elevação topográfica ou colina contínua recoberta por vegetação florestal densa e mata nativa, cujos contornos sinuosos definem a linha do horizonte sob um céu aberto de tonalidade clara e iluminação uniforme.
Grande Hôtel de Willy Bechert, Willy Bechert, Blumenau, Santa Catarina, Rua das Palmeiras, Palmenallee, Alameda Rio Branco, Strasse nach dem Schützenhause, Eugen Currlin, arquitetura colonial, patrimônio edificado, carruagens, cavalos, tração animal, pedestres, vestuário histórico, telhado inclinado, palmeira, colonização alemã, centro social, paisagem urbana
Frente: “Verlag der Buchhandlung Eugen Currlin, Blumenau.” (Editora da Livraria Eugen Currlin, Blumenau.); “Grande Hôtel, Willy Bechert in Blumenau, Strasse nach dem Schützenhause.” (Grande Hotel, Willy Bechert em Blumenau, Rua para a Sociedade de Atiradores.); “Gruss aus / Lembrança de / Blumenau.”; “2”
Verso: “Bilhete Postal. / Brasil. / (Neste Lado só o Endereço.)”; “IHG-FOT-3448”