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NÚMERO DE TOMBO
IHG-FOT-4048
TÍTULO
Homenagem ao Barão do Rio Branco, no Cemitério de São Francisco Xavier (Cemitério do Caju), na cidade do Rio de Janeiro
DATA / PERÍODO
1912
DESCRIÇÃO
A presença de autoridades e representantes políticos em homenagem ao Barão do Rio Branco junto ao seu túmulo ou monumento fúnebre, no Cemitério de São Francisco Xavier (Cemitério do Caju), na cidade do Rio de Janeiro. O elemento de maior destaque na composição é uma imponente e massiva coroa de flores disposta ao centro e à direita sobre a estrutura fúnebre, adornada por arranjos densos de flores claras e folhagens, enviada em homenagem ao respeitado diplomata brasileiro falecido em 10 de fevereiro de 1912. Em pé à esquerda do monumento, figuram cinco homens adultos trajando ternos escuros formais de corte clássico, gravatas e colarinho alto. Na extrema esquerda, o primeiro homem da esquerda para a direita, que segura seu chapéu escuro com a mão direita e veste trajes escuros completos, é José Artur Boiteux (1865–1934), importante intelectual, historiador e político catarinense, atuando como o Secretário e representante oficial do Estado de Santa Catarina nas solenidades fúnebres federais. Ao seu lado, os demais integrantes do grupo portam chapéus de aba e bengala, posicionando-se de frente e em três quartos para a câmera.
A cena registra as homenagens ocorridas em fevereiro de 1912, momento em que o falecimento do Barão do Rio Branco provocou comoção nacional e cortejos solenes na capital federal, incluindo o velório com honras no Palácio do Itamaraty antes do sepultamento no Cemitério do Caju. José Artur Boiteux, que se consolidaria como o patrono do ensino superior e da cultura catarinense além de cofundador do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina (IHGSC) e da Faculdade de Direito de Santa Catarina, viajou ao Rio de Janeiro com a missão formal de integrar as comissões de homenagem e acompanhar a deposição das coroas de flores no jazigo da família da Silva Paranhos. À direita do monumento floral, em primeiro plano, observam-se outros dois homens jovens vestidos com ternos escuros e gravatas-borboleta claras, mantendo postura ereta e braços posicionados junto ao corpo ou atrás das costas.
Ao fundo, a composição é emoldurada por uma área arborizada com vegetação densa, árvores de pequeno e médio porte e canteiros delimitados, criando um ambiente aberto e ao ar livre iluminado por luz natural difusa. A distribuição espacial organiza os sujeitos em linha horizontal contínua que ladeia a estrutura tumular coberta por coroas florais, estabelecendo equilíbrio entre o grupo de autoridades à esquerda e a ornamentação fúnebre ao centro e à direita.
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