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NÚMERO DE TOMBO
IHG-FOT-4234
TÍTULO
Joaquim Gomes de Oliveira e Paiva (1821–1869) — Arcipreste Paiva
DATA / PERÍODO
Sem data
DESCRIÇÃO
Litografia em formato vertical com retrato de busto do padre Joaquim Gomes de Oliveira e Paiva, conhecido como Arcipreste Paiva. O religioso aparece em posição frontal, com a cabeça discretamente voltada para a esquerda e o olhar dirigido ao observador. Possui cabelos curtos repartidos lateralmente, rosto sem barba e expressão sóbria. A figura está circunscrita por uma moldura oval de traço simples, sobre fundo claro e sem elementos cenográficos.
O retratado veste hábito clerical escuro, fechado frontalmente por uma sequência de botões. Sobre o colarinho alto e claro observa-se uma faixa escura arrematada por cordões e borlas pendentes. No lado esquerdo do peito estão representadas duas condecorações, compostas por fitas e medalhas, que evidenciam sua projeção pública e o reconhecimento recebido no contexto político e religioso do Império. Na margem inferior encontra-se a identificação manuscrita: “Arcipreste Joaquim Gomes de Oliveira e Paiva”. No verso há inscrições muito esmaecidas, entre as quais se reconhecem parcialmente o sobrenome “Oliveira e Paiva” e referências numéricas possivelmente relacionadas às datas biográficas do retratado.
Nascido em Nossa Senhora do Desterro, atual Florianópolis, em 12 de julho de 1821, Joaquim Gomes de Oliveira e Paiva foi ordenado sacerdote em 1842. Exerceu o vicariato da Freguesia de São José entre 1844 e 1849, período em que também prestou assistência religiosa aos colonos alemães estabelecidos em São Pedro de Alcântara. A partir de 1851, tornou-se pároco da Freguesia de Nossa Senhora do Desterro, permanecendo à frente da antiga Igreja Matriz até sua morte. Em 1863, recebeu o título de arcipreste da província, passando a ocupar posição de destaque na organização eclesiástica catarinense.
Sua atuação ultrapassou o ministério religioso. Fundou o Colégio de Belas Letras em 1850, instituição associada ao desenvolvimento do ensino secundário em Santa Catarina, e lecionou Filosofia Racional e Moral no Liceu Provincial. Participou da imprensa como fundador ou redator de periódicos como A Regeneração, A Revelação e O Mensageiro. Também exerceu mandato de vereador em São José e integrou a Assembleia Legislativa Provincial em sucessivas legislaturas, tornando-se uma das principais lideranças políticas e intelectuais catarinenses do século XIX. Como escritor, elaborou o Dicionário Topográfico, Histórico e Estatístico da Província de Santa Catarina, importante registro sobre a organização territorial e social da província. Faleceu em Desterro em 29 de janeiro de 1869.
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