O templo da Comunidade Evangélica de Confissão Luterana de São Bento do Sul
DATA / PERÍODO
1918
DESCRIÇÃO
O templo da Comunidade Evangélica de Confissão Luterana de São Bento do Sul, estabelecido estrategicamente no topo de uma colina elevada no centro da cidade. Esta comunidade, formada oficialmente em 12 de junho de 1887 por iniciativa de um grupo de pioneiros liderados por Amandus Jürgensen, inaugurou este templo de forte influência germânica em 5 de abril de 1891. No canto inferior esquerdo, uma estrada de chão batido descreve um traçado sinuoso e estreito que contorna a base da elevação coberta por vegetação rasteira e algumas árvores perfiladas de forma ordenada, evidenciando o estágio inicial da infraestrutura urbana e o isolamento geográfico do complexo no final do século XIX ou primeiras décadas do século XX. Na linha do horizonte construída sobre a colina, destaca-se ao centro a casa-escola, um casarão de dois pavimentos com teto inclinado em estilo chalé que servia simultaneamente como sala de aula para os filhos dos imigrantes alemães, austríacos e boêmios, além de residência pastoral e salão de reuniões comunitárias, materializando a tradição luterana de fundar uma escola junto a cada templo edificado. À esquerda da escola, observa-se uma edificação menor em alvenaria escura com aberturas retangulares.
À direita da composição, ergue-se o templo principal com sua nave de linhas simples e uma imponente torre sineira alta que culmina em um pináculo cônico pontiagudo com uma pequena cruz ou ornamento no vértice. A torre apresenta aberturas em arco pleno dispostas em diferentes níveis, um relógio circular na seção intermediária e um balcão com guarda-corpo logo abaixo do pináculo, reforçando a estética arquitetônica europeia trazida pelos colonizadores. Na porção superior da imagem, correspondente ao céu claro, identifica-se a inscrição impressa “São Bento” de forma espelhada ou residual na região central, além de duas marcas circulares de oxidação acastanhada que afetam a emulsão próxima à torre. A iluminação geral é difusa, projetando sombras suaves na base da colina e destacando a silhueta das construções contra o fundo. Esta configuração arquitetônica preservou sua torre original durante a grande reforma e ampliação ocorrida no ano de 1955, consolidando o templo localizado na atual Rua Augusto Klimmek como um marco identitário e turístico da colonização em Santa Catarina.
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Verso: “326”; “BRAZIL CORREIO 10 REIS ARISTIDES LOBO”; “S. CATHARINA 1918”; “José Abraçamos-te e a toda familia pelo fausto anniversario. Vamos regularmente. Escreve-me. Saudades d' Lucas”; “Illmo Snr. Dr. José A. Boiteux Florianopolis”; “IHG-FOT-3503”