Os elementos econômicos e arquitetônicos primordiais do município de Rio Negrinho
DATA / PERÍODO
Déc. 1930
DESCRIÇÃO
Os elementos econômicos e arquitetônicos primordiais do município de Rio Negrinho, localizado na região do planalto norte do Estado de Santa Catarina e outrora pertencente ao território de São Bento do Sul até sua emancipação oficial em trinta de dezembro de 1953, são registrados em formato de cartão-postal composto por três vinhetas fotográficas monocromáticas dispostas sobre um fundo escuro ornamentado com motivos florais claros. No quadrante superior esquerdo, uma vinheta retangular documenta as atividades de uma serraria por volta do ano de 1913, exibindo em primeiro plano um pátio de manobras densamente preenchido por grandes toras de madeira empilhadas sobre o solo irregular, onde pequenas figuras humanas encontram-se dispostas de pé. No plano médio desta cena, ergue-se a imponente edificação de madeira da serraria com telhado de duas águas e múltiplas aberturas simétricas, emoldurada ao fundo por uma fileira linear de pinheiros-do-paraná com suas copas características projetadas contra o horizonte claro.
No quadrante superior direito, uma segunda vinheta retangular registra as instalações da Fábrica de Cadeiras, complexo fabril de madeira que posteriormente daria origem à Móveis Cimo S/A, fundada por Jorge Zipperer e Willy Jung na década de 1920 para a produção de móveis em série. O registro apresenta em primeiro plano uma área de vegetação rasteira rústica e, no plano médio, o conjunto de galpões industriais de onde emana uma densa nuvem esbranquiçada de fumaça ou vapor no flanco esquerdo, contrastando com uma alta e esguia chaminé cilíndrica de alvenaria que se eleva verticalmente no lado direito. Na margem inferior direita desta imagem, identifica-se a inscrição impressa de época “Fabrica de cadeiras - Rio Negrinho”. Centralizada na metade inferior do postal, uma terceira vinheta em formato trilobado assemelhado a um coração exibe uma rua não pavimentada com casas de madeira pré-fabricadas típicas do patrimônio arquitetônico local. A composição revela uma figura humana infantil isolada de pé no leito da estrada curvilínea, delimitada por cercas de ripas de madeira que contornam um casario de dois pavimentos com varanda à esquerda e outras residências entre árvores à direita. Abaixo desta cena, consta a caligrafia ornamental branca com os dizeres “LEMBRANÇA DO RIO NEGRINHO”. A iluminação solar direta incide de forma independente sobre os três registros, ressaltando as texturas das estruturas de madeira e o relevo geográfico suave sob o céu limpo.