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NÚMERO DE TOMBO
IHG-FOT-3976
TÍTULO
Revolução Federalista
DATA / PERÍODO
1893 a 1895
DESCRIÇÃO
Retrato de grupo de dez combatentes e oficiais armados reunidos no acampamento militar do tenente Firmino Lopes Rego na cidade de Araranguá, Santa Catarina. Os homens encontram-se dispostos em linha em frente a uma estrutura rústica de campanha, consistente em uma cabana de madeira coberta por colmo e folhas de palmeira. No centro da composição, o indivíduo identificado com o número “1” figura sentado sobre um assento de madeira, vestindo dólmã escuro militar com botões duplos, divisas nos punhos, calças escuras e quepe com pala, empunhando uma espada pela bainha. Ao seu lado, o oficial marcado com o número “2” senta-se vestindo traje militar similar. Os demais integrantes da tropa encontram-se em pé ou reclinados, envergando uma combinação de fardamentos oficiais e trajes civis sertanejos com chapéus de aba larga, palas sobre o ombro e mantas, carregando fuzis e sabres. Destaca-se à direita o combatente de número “5”, posicionado junto a uma pequena mesa de madeira lendo o jornal “O PAIZ”. Na porção inferior do papel fotográfico, figuram grafadas a tinta preta as numerações individuais de “1” a “10”, enquanto na margem esquerda consta a inscrição manuscrita “Acampamento do tenente Com. Firmino L. Rego. Vila de Araranguá.”.
A imagem registra um momento do conflito armado da Revolução Federalista (1893-1895), guerra civil desencadeada na Região Sul do Brasil entre os federalistas maragatos, liderados por Gaspar Silveira Martins, e os republicanos pica-paus, fiéis a Júlio de Castilhos e ao presidente Marechal Floriano Peixoto. Em Santa Catarina, o avanço das forças rebeldes e a tomada da cidade de Desterro (posteriormente rebatizada como Florianópolis) transformaram o estado em um dos principais teatros de operações militares, resultando em intensa mobilização de contingentes legalistas e revolucionários por municípios do interior catarinense, como Araranguá. Nesse cenário de conflagração marcada por episódios de extrema violência e pelo uso sumário da degola de prisioneiros, figuras públicas e jornalistas como Martinho José Calado e Silva atuaram na imprensa e na política local, integrando o conturbado ambiente de transição entre a monarquia e a consolidação da República da Espada.
No verso do cartão suporte acartonado de tom claro, observa-se no setor superior a anotação manuscrita à tinta azul “1 - Cel. Firmino Lopes Rego”, referente à promoção ou identificação posterior do oficial comandante representado no centro do grupo.
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Ref: Dicionário político Catarinense - pg 668 Walter PiazzaReferencia :Corrêa, Carlos Humberto. Militares e Civis num Governo sem Rumo. Florianópolis, Lunardelli, 1990