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NÚMERO DE TOMBO
IHG-FOT-4015
TÍTULO
Revolução Federalista
DATA / PERÍODO
1893 a 1895
DESCRIÇÃO
Montada sobre suporte secundário acartonado bege ornado por cercaduras duplas de linhas vermelhas e cantoneiras estilizadas, registra cinco cavalarianos armados integrantes da Divisão do Norte, grupamento atuante durante a Revolução Federalista (1893-1895). A composição organiza-se em três planos principais em área aberta de terreno irregular recoberto por vegetação rasteira. Em primeiro plano e plano médio, alinham-se horizontalmente cinco homens montados a cavalo, dispostos da esquerda para a direita. O primeiro cavalariano, à esquerda, traja dólmã claro, chapéu de abas largas com lenço amarrado, perneiras de couro e ostenta uma garrucha no cinto. O segundo cavalariano veste túnica escura, chapéu de abas médias e segura as rédeas de sua montaria. Ao centro, destaca-se um dos oficiais da tropa trajando túnica militar de gola alta com galões duplos nos punhos e chapéu cônico, ladeado pelo quarto e pelo quinto revolucionários que vestem jaquetões, túnicas e chapéus de abas largas. Entre os líderes posicionados ao centro da imagem figuram os Coronéis Pitanga e Caminha. Na margem inferior do suporte acartonado, lê-se a anotação manuscrita a tinta preta “Divisão do Norte” ao centro e “Coroneis Pitanga e Caminha” na linha inferior, ladeadas pelos dados de autoria impressos em tipografia vermelha “B. SCHEIDEMANTEL” à esquerda e “BLUMENAU.” à direita.
No plano de fundo, atrás da linha de cavalaria e das cercas de madeira do recinto rural, observam-se duas edificações rurais de madeira com telhados de duas águas cobertos por telhas cerâmicas e janelas de caixilho claro, além de um animal pastando próximo à construção da esquerda. A paisagem ao fundo é dominada por uma elevação morrotesca recoberta por densa vegetação nativa sob céu claro e uniforme. A imagem documenta o agrupamento insurreto federalista durante a sangrenta guerra civil travada na Região Sul do Brasil entre 1893 e 1895, desencadeada pelo conflito ideológico e político entre o Partido Republicano Rio-Grandense (Pica-Paus ou chimangos), liderado por Júlio de Castilhos e apoiado pelo presidente Floriano Peixoto, e o Partido Federalista (Maragatos), sob liderança de Gaspar Silveira Martins, que defendia a descentralização do poder, a queda de Castilhos e o parlamentarismo. O conflito expandiu-se do Rio Grande do Sul para Santa Catarina e Paraná, registrando episódios de violência ostensiva, o Cerco da Lapa, articulações com a Revolta da Armada no Rio de Janeiro e a prática recorrente de degolas, encerrando-se no governo de Prudente de Morais em agosto de 1895.