Acervo protegido pela Lei nº 9.610/1998. Proibida a reprodução para fins comerciais sem a autorização dos detentores legais do direito. Obrigatória a citação da referência para fins acadêmicos e expositivos. É vedada a remoção da logomarca em qualquer situação.
NÚMERO DE TOMBO
IHG-FOT-4152
TÍTULO
Virgílio Várzea (1863–1941)
DATA / PERÍODO
07/03/1907
DESCRIÇÃO
Retrato de Virgílio dos Reis Várzea, apresentado em enquadramento vertical, da altura do tórax para cima. O escritor ocupa a região central da composição, em posição frontal e com o olhar dirigido à câmera. Traja paletó escuro, colete abotoado, camisa clara de colarinho alto e gravata. Exibe cabelos curtos, entradas acentuadas e bigode modelado com as extremidades voltadas para cima. O fundo é neutro e pouco contrastado, concentrando a atenção na fisionomia e na indumentária do retratado.
Na parte inferior da frente encontra-se uma dedicatória manuscrita, datada do Rio de Janeiro em 7 de março de 1907, destinada à poetisa catarinense Delminda Silveira. No verso, Virgílio Várzea registrou um fragmento poético de caráter lírico, estruturado em torno da lembrança de uma pessoa ausente. A presença conjunta do retrato, da dedicatória e dos versos confere ao documento caráter simultaneamente iconográfico, literário e afetivo.
Nascido em Canasvieiras, então pertencente ao município de Desterro, Virgílio Várzea destacou-se como escritor, jornalista e político. Sua produção literária, vinculada ao Realismo, ao Naturalismo e ao Simbolismo, conferiu especial importância ao mar, às paisagens insulares e à vida das populações litorâneas. Participou da campanha abolicionista e manteve estreita parceria intelectual com Cruz e Sousa, com quem publicou Tropos e Fantasias, em 1885. Entre suas obras também se destacam Traços Azuis, Santa Catarina — A Ilha e Nas Ondas.
A destinatária, Delminda Silveira, integrou o meio literário catarinense e manteve vínculos com escritores e intelectuais de sua época. A dedicatória documenta a circulação de retratos como forma de homenagem e sociabilidade entre autores no início do século XX, além de preservar um testemunho direto das relações intelectuais estabelecidas por Virgílio Várzea.
Virgílio Várzea, Virgílio dos Reis Várzea, Delminda Silveira, literatura brasileira, literatura catarinense, escritores catarinenses, poetas catarinenses, jornalismo, retrato masculino, retrato individual, intelectuais brasileiros, marinhismo, literatura marinhista, Realismo, Naturalismo, Simbolismo, Cruz e Sousa, abolicionismo, sociabilidade intelectual, dedicatória manuscrita, poesia, manuscrito, Rio de Janeiro, Santa Catarina, século XX, 1907, indumentária masculina
Frente: À illustre poetiza; D. Delminda da Silveira,; com profunda sympathia,; admiração e estima,; Virgilio Varzea.; Rio, 7 de março; 1907.
Verso: Tudo de ti me fala; este silencio; esplendoroso de sol que vem beijar-me,; aquelle azul do céo, a meiga; hora que docemente vôa como as; notas d’um canto de saudades...; — tudo de ti me fala!; IHG-FOT-4152