Vista urbana do município de Caçador, em Santa Catarina
DATA / PERÍODO
06/1950
DESCRIÇÃO
Vista panorâmica elevada parcial da área urbana e residencial do município de Caçador, localizado no meio-oeste catarinense, registrando a malha urbana da cidade distribuída por sua topografia acidentada.
A imagem fotográfica, de orientação horizontal e tom monocromático sepia, é delimitada por uma moldura decorativa clara ornamentada com grafismos sinuosos e geométricos escuros nas extremidades. No primeiro plano da composição, projeta-se na porção superior e central a ramagem pendente de uma árvore frondosa, cujas folhas e galhos atuam como um elemento de enquadramento natural para a cena. Logo abaixo, a topografia em declive revela uma via expressa ou área de circulação que corta a porção inferior, além de uma sequência de residências unifamiliares dispostas de forma alinhada, com coberturas de duas águas e quintais delineados, evidenciando a ocupação urbana característica do período.
No plano médio e de fundo, a paisagem estende-se de forma contínua revelando o adensamento urbano composto por casas e prédios comerciais que acompanham o relevo ondulado das colinas. A linha superior do horizonte delimita a topografia acidentada da região, pontuada por extensas áreas de vegetação esparsa e silhuetas de árvores distantes sob um céu de tonalidade clara e uniforme.
Na margem inferior da moldura decorativa, inserida em uma tarja escura retangular com cantos arredondados, consta a inscrição em letras maiúsculas brancas “FOTO AMADOR”.
Vista panorâmica, área urbana, desenvolvimento urbano, arquitetura residencial, topografia acidentada, relevo ondulado, colinas, árvore, folhagem, ramagem, via urbana, casas, moldura decorativa, Caçador, Santa Catarina, meio-oeste catarinense, paisagem urbana
Verso: "A Fotografia"; Da hora feliz guardai a grata imagem; Não confieis tão somente à retentiva; Os encantos fugazes da paisagem,; A cena amavel, intima, emotiva.; Vôa veloz o tempo e, de passagem,; Do som, da côr, ouvido e o olhar vos priva,; E, um dia, refazendo a mesma viagem,; Não revereis a mesma perspectiva.; Fixai, amigos, na fotografia,; Os aspétos das horas de alegria; Que em sombras e luz nos fogem, num repente.; E, na imagem, gravada em claro-escuro,; Gozareis, redivivos, no futuro,; A beleza e dulçor da hora presente.; 52.