Este sabre de lâmina curva e gume integral apresenta uma estrutura composta por empunhadura, guarda-mão, lâmina e bainha, fundindo elementos de metal e material orgânico.
A empunhadura é revestida por material escuro com caneluras transversais envoltas por fios metálicos dourados, finalizada por um pomo ornamentado. A guarda-mão, em metal dourado de tonalidade amarela, exibe um guarda-mato articulado com vazados fitomórficos e um bocal circular que ostenta, em relevo, a figura de uma torre mural, símbolo da engenharia militar. A lâmina, de seção delgada e curvatura suave, é confeccionada em metal de coloração cinza-escura com acabamento polido, apresentando ornamentações gravadas em baixo-relevo que incluem motivos de folhas de palmas e o brasão de armas da República dos Estados Unidos do Brasil. A bainha, de corpo metálico em tom prateado, possui duas braçadeiras com argolas de suspensão, bocal e ponteira em metal dourado, sendo decorada longitudinalmente por uma sequência de folhas de louro que percorre grande parte de sua extensão.
No bocal da guarda-mão, observa-se o elemento heráldico de uma torre em relevo. A lâmina contém gravuras técnicas e institucionais, incluindo o brasão nacional e a marca do fabricante composta pelas iniciais "FDB" sob a representação de um elmo de perfil. Na empunhadura, identificam-se inscrições e elementos simbólicos gravados, como uma estrela e um fruto de carvalho, acompanhados da transcrição: "Ao governador Dr. Lauro Müller, o povo de São Bento é agradecido". A bainha apresenta braçadeiras circulares fixas e uma ponteira decorada com motivos fitomórficos.
A espada esteve exposta na Capital Federal, à época Rio de Janeiro, logo após sua chegada da Europa. Confeccionada à pedido de uma comissão do Partido Republicano da Comarca de São Bento, presidida por Francisco Tolentino (à época presidente Congresso Constituinte e do Congresso Representativo de Santa Catarina), a lâmina foi descrita como "de grande valor artístico". A comissão teve como representação, além de Francisco Tolentino, o major Firmino Lopes Rego, os doutores Cândido Freire e Villela do Rego, o tenente-coronel Pereira de Oliveira, o major João Goulart e José Arthur Boiteux.
Lauro Severiano Müller a recebeu no dia 31 de janeiro de 1892, enquanto estava na casa do Coronel Napoleão Poeta.
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