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NÚMERO DE TOMBO
IHG-FOT-5372
TÍTULO
Embarcação Seival, posteriormente denominada Garrafão, em Laguna
DATA / PERÍODO
Déc. 1910
DESCRIÇÃO
Os restos de uma embarcação de madeira identificada pela anotação manuscrita no verso como “Garrafão”. Em primeiro plano, observa-se uma faixa de terreno arenoso e parcialmente úmido, com pequenas irregularidades, resíduos e fragmentos dispersos. À direita está o casco da embarcação, apoiado diretamente sobre o terreno e fotografado lateralmente. A perda de parte significativa do tabuado exterior deixa visíveis as cavernas, peças curvas que constituem a estrutura interna do casco. Permanecem trechos do costado, da borda superior e diversos elementos verticais expostos. Duas longas peças de madeira projetam-se diagonalmente: uma parte da área central da embarcação em direção ao solo, à esquerda, enquanto a outra se prolonga da extremidade direita do casco para a parte superior da imagem. Diante da embarcação encontra-se um pequeno bote de madeira, acompanhado por outra estrutura de menores dimensões junto à proa.
No plano médio, o casco ocupa predominantemente a metade direita da composição, sem a presença visível de pessoas. Atrás da embarcação estende-se uma faixa de água. No plano de fundo, observam-se edificações distribuídas ao longo da margem, incluindo construções térreas e um conjunto arquitetônico com duas torres, parcialmente encoberto pelo mastro inclinado. A paisagem é delimitada por elevações cobertas por vegetação, que se estendem de uma extremidade à outra do enquadramento. O registro apresenta enquadramento amplo e perspectiva lateral, documentando simultaneamente o estado estrutural da embarcação e sua localização junto à paisagem urbana e litorânea de Laguna.
A embarcação é associada historicamente ao palhabote Seival, construído para servir às forças da República Rio-Grandense e empregado na campanha naval de 1839. Transportado por terra desde a região da Lagoa dos Patos até Tramandaí, participou da operação que resultou na tomada de Laguna e na posterior proclamação da República Catarinense ou República Juliana. Após o encerramento do movimento republicano, o barco foi incorporado à navegação mercante e passou a ser denominado Garrafão. Já avariado, foi levado para o antigo cais de Laguna, onde permaneceu abandonado até ser destruído por um incêndio. A fotografia documenta o casco durante essa etapa de deterioração, ainda com parte do cavername, do costado e dos elementos longitudinais preservados. Durante o período de abandono, uma figueira teria brotado em sua quilha e sido posteriormente transplantada para o Jardim Calheiros da Graça, passando a ser conhecida como Árvore de Anita.
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Verso: TARJETA POSTAL; POST CARD; BILHETE POSTAL; POSTKARTE; CARTE POSTALE; LEVELEZÖ-LAP; UNION POSTALE UNIVERSELLE; COMMUNICATION; ADDRESS ONLY; (“Garrafão”); IHG-FOT-5372