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Depósito de erva-mate da firma Simão Ruas & Companhia — Palmas, Paraná
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by Eugenio Pelegrin  
Anexos
IHG-FOT-5177-VERSO
INFORMAÇÕES SOBRE O ACERVO
Miniatura
CONDIÇÕES DE REPRODUÇÃO
Acervo protegido pela Lei nº 9.610/1998. Proibida a reprodução para fins comerciais sem a autorização dos detentores legais do direito. Obrigatória a citação da referência para fins acadêmicos e expositivos. É vedada a remoção da logomarca em qualquer situação.
NÚMERO DE TOMBO
IHG-FOT-5177
TÍTULO
Depósito de erva-mate da firma Simão Ruas & Companhia — Palmas, Paraná
DATA / PERÍODO
c. 1900 a 1920
DESCRIÇÃO
Montada sobre cartão rígido com cercadura preta, registrando a movimentação diante do depósito de erva-mate da firma Simão Ruas & Companhia., em Palmas, Paraná. O edifício ocupa a região central da composição e apresenta estrutura retangular de madeira, paredes de tábuas verticais e amplo telhado de duas águas, com acentuada inclinação e cobertura formada por tabuinhas ou telhas de madeira.
Diante do depósito encontram-se numerosos trabalhadores e animais de carga. Cavalos e muares aparecem alinhados junto à fachada, equipados com arreios, cangalhas e volumes destinados ao transporte. À esquerda, um trabalhador carrega grande fardo às costas; outros homens permanecem ao lado dos animais ou junto às portas do estabelecimento. Na região central observam-se sacos empilhados no chão, enquanto outros volumes aparecem armazenados nas aberturas e no interior do galpão. À direita, carroças e animais carregados completam a cena.
A fotografia evidencia as diferentes etapas da logística ervateira: chegada da produção, descarga dos fardos, pesagem ou conferência, armazenamento e preparação para novo transporte. O amplo galpão protegia a erva já seca e cancheada contra a umidade antes de sua comercialização ou envio aos centros de beneficiamento. Ao fundo, a paisagem aberta, as cercas e uma pequena residência demonstram a inserção do depósito em um núcleo rural ainda pouco urbanizado.
As inscrições do verso identificam o estabelecimento como “Simão Ruas & Companhia” e informam que o depósito de Palmas “recebe a herva-matte de Chapecó”. Essa anotação é particularmente relevante porque documenta a integração econômica entre os ervais do atual oeste catarinense e os centros comerciais do sul paranaense. Na época provável da fotografia, “Chapecó” poderia designar uma extensa região relacionada ao rio Chapecó, e não apenas o atual município, criado posteriormente.
O registro também se relaciona à antiga disputa territorial entre Paraná e Santa Catarina. Antes do acordo de limites de 1916, as áreas ervateiras do oeste catarinense integravam um território contestado pelos dois estados. Apesar das indefinições administrativas, trabalhadores, comerciantes e tropeiros mantinham intensa circulação pelos caminhos regionais. A fotografia comprova materialmente essa rede ao mostrar Palmas como ponto de recepção e redistribuição da erva produzida em Chapecó.
Diante do depósito encontram-se numerosos trabalhadores e animais de carga. Cavalos e muares aparecem alinhados junto à fachada, equipados com arreios, cangalhas e volumes destinados ao transporte. À esquerda, um trabalhador carrega grande fardo às costas; outros homens permanecem ao lado dos animais ou junto às portas do estabelecimento. Na região central observam-se sacos empilhados no chão, enquanto outros volumes aparecem armazenados nas aberturas e no interior do galpão. À direita, carroças e animais carregados completam a cena.
A fotografia evidencia as diferentes etapas da logística ervateira: chegada da produção, descarga dos fardos, pesagem ou conferência, armazenamento e preparação para novo transporte. O amplo galpão protegia a erva já seca e cancheada contra a umidade antes de sua comercialização ou envio aos centros de beneficiamento. Ao fundo, a paisagem aberta, as cercas e uma pequena residência demonstram a inserção do depósito em um núcleo rural ainda pouco urbanizado.
As inscrições do verso identificam o estabelecimento como “Simão Ruas & Companhia” e informam que o depósito de Palmas “recebe a herva-matte de Chapecó”. Essa anotação é particularmente relevante porque documenta a integração econômica entre os ervais do atual oeste catarinense e os centros comerciais do sul paranaense. Na época provável da fotografia, “Chapecó” poderia designar uma extensa região relacionada ao rio Chapecó, e não apenas o atual município, criado posteriormente.
O registro também se relaciona à antiga disputa territorial entre Paraná e Santa Catarina. Antes do acordo de limites de 1916, as áreas ervateiras do oeste catarinense integravam um território contestado pelos dois estados. Apesar das indefinições administrativas, trabalhadores, comerciantes e tropeiros mantinham intensa circulação pelos caminhos regionais. A fotografia comprova materialmente essa rede ao mostrar Palmas como ponto de recepção e redistribuição da erva produzida em Chapecó.
DIMENSÕES EM CM (Altura x Largura)
17 x 23,2
COLEÇÃO / SÉRIE
TIPO DE SUPORTE
TÉCNICA FOTOGRÁFICA
CROMIA
AUTORIA / ESTÚDIO FOTOGRÁFICO
PALAVRA-CHAVE / TEMAS
Simão Ruas & Companhia., depósito de erva-mate, erva-mate, herva-matte, Palmas, Paraná, Chapecó, oeste de Santa Catarina, região do Contestado, questão de limites, ciclo da erva-mate, economia ervateira, comércio regional, entreposto comercial, armazenamento, transporte de mercadorias, tropeirismo, tropas de muares, cavalos, mulas, animais de carga, arreios, cangalhas, fardos de erva-mate, sacos de estopa, trabalhadores rurais, galpão de madeira, arquitetura vernacular, cobertura de madeira, paisagem rural, logística, rotas comerciais, fronteira Paraná–Santa Catarina, início do século XX
QUANTIDADE
DATA DE ATUALIZAÇÃO
13 de outubro de 2026
CONTROLE INTERNO E GESTÃO DO ACERVO
OUTROS NÚMEROS
3191
ESTADO DE CONSERVAÇÃO
TRANSCRIÇÃO DE ANOTAÇÕES
Verso: “Simão Ruas & Companhiaª”; “Deposito de herva-matte”; “Palmas – Paraná”; “Recebe a herva mate de Chapecó”; “IHG-FOT-5177”.
DIREITOS AUTORAIS
PROCEDÊNCIA DE TITULARIDADE
CATALOGADOR
Eugenio Pelegrin
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