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Barbaquá em construção na Fazenda Covósinho — Palmas, Paraná
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by Eugenio Pelegrin  
Anexos
IHG-FOT-5178-FRENTE
INFORMAÇÕES SOBRE O ACERVO
Miniatura
CONDIÇÕES DE REPRODUÇÃO
Acervo protegido pela Lei nº 9.610/1998. Proibida a reprodução para fins comerciais sem a autorização dos detentores legais do direito. Obrigatória a citação da referência para fins acadêmicos e expositivos. É vedada a remoção da logomarca em qualquer situação.
NÚMERO DE TOMBO
IHG-FOT-5178
TÍTULO
Barbaquá em construção na Fazenda Covósinho — Palmas, Paraná
DATA / PERÍODO
c. 1900 a 1920
DESCRIÇÃO
Montada sobre cartão rígido de tonalidade parda, com cercadura preta dupla, registrando um barbaquá em fase avançada de construção na Fazenda Covósinho, propriedade vinculada à firma Simão Ruas & Companhia, na região de Palmas, Paraná. A estrutura ocupa quase toda a composição e apresenta grandes dimensões, com cobertura muito inclinada sustentada por esteios, vigas e caibros de madeira. Parte do telhado já se encontra revestida por tábuas ou peças vegetais sobrepostas, enquanto alguns trechos permanecem abertos, permitindo observar o sistema estrutural interno. Um alto esteio central alcança a cumeeira e organiza visualmente a construção. Ao fundo, através das áreas descobertas, distingue-se outra armação de madeira, possivelmente correspondente a um setor complementar do complexo ervateiro.
Na porção central inferior, pelo menos três trabalhadores aparecem reunidos junto a uma estrutura rebaixada, delimitada por uma pequena cerca de madeira. Um deles está parcialmente inclinado sobre o equipamento, enquanto os demais parecem manipular ou ajustar peças da construção. A baixa luminosidade sob a cobertura e o forte contraste da imagem dificultam a individualização das figuras, mas tornam perceptíveis seus chapéus e roupas de trabalho. Tábuas, troncos e outros materiais encontram-se acumulados nas laterais, evidenciando que a obra ainda não estava concluída.
Diferentemente de outros registros que mostram apenas a armação semicilíndrica do equipamento, esta fotografia documenta a implantação do barbaquá no interior de uma edificação protetora. A cobertura resguardava o processo contra chuvas e umidade, ao mesmo tempo que permitia organizar a fornalha, os condutos de calor e a plataforma onde os ramos de erva-mate eram distribuídos. Após o sapeco inicial, as folhas e os ramos permaneciam sobre o estrado para uma secagem gradual, seguindo posteriormente para o cancheamento, o ensacamento e o beneficiamento final.
A fotografia constitui um documento da arquitetura produtiva ligada ao ciclo da erva-mate no Sul do Brasil. Entre o final do século XIX e as primeiras décadas do século XX, unidades como essa integravam propriedades rurais e estabelecimentos comerciais responsáveis pela exploração dos ervais nativos. A firma Simão Ruas & Companhia, sediada em Herval, atual Herval d’Oeste, mantinha atuação interestadual, com propriedades e instalações na comarca de Palmas, entre elas as fazendas Boa Vista, Covósinho, São Bento e Bom Retiro. Seus empreendimentos articulavam extração, beneficiamento, armazenamento e circulação comercial da erva-mate.
Na porção central inferior, pelo menos três trabalhadores aparecem reunidos junto a uma estrutura rebaixada, delimitada por uma pequena cerca de madeira. Um deles está parcialmente inclinado sobre o equipamento, enquanto os demais parecem manipular ou ajustar peças da construção. A baixa luminosidade sob a cobertura e o forte contraste da imagem dificultam a individualização das figuras, mas tornam perceptíveis seus chapéus e roupas de trabalho. Tábuas, troncos e outros materiais encontram-se acumulados nas laterais, evidenciando que a obra ainda não estava concluída.
Diferentemente de outros registros que mostram apenas a armação semicilíndrica do equipamento, esta fotografia documenta a implantação do barbaquá no interior de uma edificação protetora. A cobertura resguardava o processo contra chuvas e umidade, ao mesmo tempo que permitia organizar a fornalha, os condutos de calor e a plataforma onde os ramos de erva-mate eram distribuídos. Após o sapeco inicial, as folhas e os ramos permaneciam sobre o estrado para uma secagem gradual, seguindo posteriormente para o cancheamento, o ensacamento e o beneficiamento final.
A fotografia constitui um documento da arquitetura produtiva ligada ao ciclo da erva-mate no Sul do Brasil. Entre o final do século XIX e as primeiras décadas do século XX, unidades como essa integravam propriedades rurais e estabelecimentos comerciais responsáveis pela exploração dos ervais nativos. A firma Simão Ruas & Companhia, sediada em Herval, atual Herval d’Oeste, mantinha atuação interestadual, com propriedades e instalações na comarca de Palmas, entre elas as fazendas Boa Vista, Covósinho, São Bento e Bom Retiro. Seus empreendimentos articulavam extração, beneficiamento, armazenamento e circulação comercial da erva-mate.
DIMENSÕES EM CM (Altura x Largura)
17,1 x 22,7
COLEÇÃO / SÉRIE
TIPO DE SUPORTE
TÉCNICA FOTOGRÁFICA
CROMIA
AUTORIA / ESTÚDIO FOTOGRÁFICO
PALAVRA-CHAVE / TEMAS
Barbaquá, barbaquá em construção, Fazenda Covósinho, Fazenda Covosinho, Simão Ruas & Companhia, Palmas, Paraná, erva-mate, ciclo da erva-mate, indústria ervateira, beneficiamento da erva-mate, secagem da erva-mate, sapeco, cancheamento, arquitetura rural, arquitetura produtiva, construção em madeira, estrutura de madeira, cobertura rústica, carpintaria, trabalhadores rurais, trabalho coletivo, tecnologia rural, estabelecimento ervateiro, propriedade rural, economia regional
QUANTIDADE
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DATA DE ATUALIZAÇÃO
13 de outubro de 2026
CONTROLE INTERNO E GESTÃO DO ACERVO
OUTROS NÚMEROS
3192
ESTADO DE CONSERVAÇÃO
TRANSCRIÇÃO DE ANOTAÇÕES
Frente: Sem inscrição textual original visível.
Verso: “Simão Ruas & C.ª”; “Barbaquá em construção”; “Fazenda de Covosinho”; “IHG-FOT-5178”.
Verso: “Simão Ruas & C.ª”; “Barbaquá em construção”; “Fazenda de Covosinho”; “IHG-FOT-5178”.
DIREITOS AUTORAIS
PROCEDÊNCIA DE TITULARIDADE
CATALOGADOR
Eugenio Pelegrin
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