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Construção de barbaquá da firma Simão Ruas & Companhia na Fazenda Covosinho — Palmas, Paraná
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by Eugenio Pelegrin  
Anexos
IHG-FOT-5176-VERSO
INFORMAÇÕES SOBRE O ACERVO
Miniatura
CONDIÇÕES DE REPRODUÇÃO
Acervo protegido pela Lei nº 9.610/1998. Proibida a reprodução para fins comerciais sem a autorização dos detentores legais do direito. Obrigatória a citação da referência para fins acadêmicos e expositivos. É vedada a remoção da logomarca em qualquer situação.
NÚMERO DE TOMBO
IHG-FOT-5176
TÍTULO
Construção de barbaquá da firma Simão Ruas & Companhia na Fazenda Covosinho — Palmas, Paraná
DATA / PERÍODO
c. 1900 a 1920
DESCRIÇÃO
Montada sobre cartão rígido com cercadura preta, registrando trabalhadores rurais durante a construção de um barbaquá na Fazenda Covosinho, também mencionada como Covósinho ou Covózinho, na região de Palmas, Paraná. A estrutura ocupa o centro da composição e apresenta armação semicilíndrica formada por numerosos troncos finos dispostos paralelamente, sustentados por esteios verticais e travessas horizontais. O conjunto foi erguido em uma clareira cercada por vegetação florestal. Diversos trabalhadores encontram-se distribuídos pela construção. Dois homens aparecem na parte superior, apoiados sobre as vigas; outro permanece em pé sobre uma travessa frontal, segurando uma ferramenta acima da cabeça; e os demais trabalham sob ou junto à estrutura, movimentando varas e peças de madeira. Os trajes — chapéus de abas largas, camisas claras, calças folgadas e botas — correspondem à indumentária rural utilizada no período. Troncos cortados, tábuas, varas e outros materiais de construção encontram-se espalhados pelo terreno.
No primeiro plano observa-se uma cavidade profunda, parcialmente revestida com pedras e troncos, relacionada ao sistema de aquecimento do barbaquá. A fornalha era instalada em nível inferior ou afastada da câmara de secagem, conduzindo o calor por uma vala ou túnel até o estrado onde os feixes de erva-mate eram distribuídos. Após o sapeco inicial das folhas, o aquecimento controlado reduzia gradualmente sua umidade, preparando-as para o cancheamento, o ensacamento e as etapas posteriores de beneficiamento. A inscrição no verso identifica diretamente a cena como “Barbaquá em construção quasi prompto”, evidenciando que a obra se encontrava em estágio avançado. O registro documenta os conhecimentos de carpintaria, o emprego de materiais retirados do ambiente e a organização coletiva do trabalho. Antes da mecanização industrial, o barbaquá constituía uma das principais estruturas das propriedades ervateiras, determinando a capacidade de secagem e conservação da produção.
A Fazenda Covosinho integrava o patrimônio rural da firma Simão Ruas & Companhia, organização industrial e comercial vinculada ao ciclo da erva-mate e à exploração econômica da região da Fronteira Sul. Com matriz em Herval, atual Herval d’Oeste, Santa Catarina, a empresa manteve importante filial na comarca de Palmas, além de depósitos em outros centros comerciais, como União da Vitória. Na região de Palmas, a firma controlava propriedades conhecidas como Boa Vista, Covosinho, São Bento e Bom Retiro. Esses estabelecimentos reuniam casas de moradia, depósitos, barbaquás, cancheadores e outras instalações necessárias ao extrativismo, à secagem, ao beneficiamento e ao armazenamento da erva-mate. Além da produção ervateira, a Simão Ruas & Companhia atuava no comércio de secos e molhados e na circulação de gêneros nacionais e estrangeiros.
A fotografia constitui, portanto, um documento da infraestrutura territorial mantida pela empresa e das tecnologias empregadas no beneficiamento do chamado “ouro verde”. Entre o final do século XIX e as primeiras décadas do século XX, a erva-mate movimentou propriedades rurais, casas comerciais, tropeiros e redes de exportação, contribuindo para a ocupação econômica e a integração das áreas situadas entre Paraná e Santa Catarina.
No primeiro plano observa-se uma cavidade profunda, parcialmente revestida com pedras e troncos, relacionada ao sistema de aquecimento do barbaquá. A fornalha era instalada em nível inferior ou afastada da câmara de secagem, conduzindo o calor por uma vala ou túnel até o estrado onde os feixes de erva-mate eram distribuídos. Após o sapeco inicial das folhas, o aquecimento controlado reduzia gradualmente sua umidade, preparando-as para o cancheamento, o ensacamento e as etapas posteriores de beneficiamento. A inscrição no verso identifica diretamente a cena como “Barbaquá em construção quasi prompto”, evidenciando que a obra se encontrava em estágio avançado. O registro documenta os conhecimentos de carpintaria, o emprego de materiais retirados do ambiente e a organização coletiva do trabalho. Antes da mecanização industrial, o barbaquá constituía uma das principais estruturas das propriedades ervateiras, determinando a capacidade de secagem e conservação da produção.
A Fazenda Covosinho integrava o patrimônio rural da firma Simão Ruas & Companhia, organização industrial e comercial vinculada ao ciclo da erva-mate e à exploração econômica da região da Fronteira Sul. Com matriz em Herval, atual Herval d’Oeste, Santa Catarina, a empresa manteve importante filial na comarca de Palmas, além de depósitos em outros centros comerciais, como União da Vitória. Na região de Palmas, a firma controlava propriedades conhecidas como Boa Vista, Covosinho, São Bento e Bom Retiro. Esses estabelecimentos reuniam casas de moradia, depósitos, barbaquás, cancheadores e outras instalações necessárias ao extrativismo, à secagem, ao beneficiamento e ao armazenamento da erva-mate. Além da produção ervateira, a Simão Ruas & Companhia atuava no comércio de secos e molhados e na circulação de gêneros nacionais e estrangeiros.
A fotografia constitui, portanto, um documento da infraestrutura territorial mantida pela empresa e das tecnologias empregadas no beneficiamento do chamado “ouro verde”. Entre o final do século XIX e as primeiras décadas do século XX, a erva-mate movimentou propriedades rurais, casas comerciais, tropeiros e redes de exportação, contribuindo para a ocupação econômica e a integração das áreas situadas entre Paraná e Santa Catarina.
DIMENSÕES EM CM (Altura x Largura)
17 x 22,9
COLEÇÃO / SÉRIE
TIPO DE SUPORTE
TÉCNICA FOTOGRÁFICA
CROMIA
AUTORIA / ESTÚDIO FOTOGRÁFICO
PALAVRA-CHAVE / TEMAS
Simão Ruas & Companhia, Fazenda Covosinho, Fazenda Covósinho, Fazenda Covózinho, Palmas, Paraná, Herval, Herval d’Oeste, Fronteira Sul, barbaquá, construção de barbaquá, erva-mate, ciclo da erva-mate, produção ervateira, secagem da erva-mate, beneficiamento da erva-mate, sapeco, cancheamento, fornalha, túnel de calor, estrutura de madeira, carpintaria rural, arquitetura vernacular, tecnologia tradicional, trabalhadores rurais, trabalho coletivo, ferramentas manuais, madeira roliça, floresta, paisagem rural, fazenda ervateira, Fazenda Boa Vista, Fazenda São Bento, Fazenda Bom Retiro, comércio interestadual, secos e molhados, patrimônio industrial, patrimônio rural, final do século XIX, início do século XX
QUANTIDADE
DATA DE ATUALIZAÇÃO
13 de outubro de 2026
CONTROLE INTERNO E GESTÃO DO ACERVO
OUTROS NÚMEROS
3189
ESTADO DE CONSERVAÇÃO
TRANSCRIÇÃO DE ANOTAÇÕES
Verso: “243”; “17”; “Barbaquá em construção quasi prompto”; “Na Fazenda ‘Covosinho’ de Simão Ruas & C.ª”; “em Paraná (Palmas)”; “IHG-FOT-5176”.
DIREITOS AUTORAIS
PROCEDÊNCIA DE TITULARIDADE
CATALOGADOR
Eugenio Pelegrin
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