Estreito do Rio Uruguai, na divisa entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul
DATA / PERÍODO
c. 1920 a 1930
DESCRIÇÃO
Estreito do Rio Uruguai, batizado de Estreito Augusto César, imponente desfiladeiro e acidente geográfico situado a 12 quilômetros abaixo de Marcelino Ramos, Rio Grande do Sul.
A composição adota uma orientação vertical em ângulo normal ao nível dos olhos, registrando em formato de cartão-postal monocromático em tom de sépia a fenda rochosa afunilada por onde o imenso volume de água do rio era forçado a passar sob violenta correnteza. Na extremidade inferior da imagem, diretamente sobreposta ao leito de águas agitadas e escuras, consta a inscrição manuscrita em letras maiúsculas brancas incorporada à emulsão "Estreito do Rio Uruguay, 12 Klm. abaixo de M. Ramos".
No primeiro plano, destaca-se o leito inferior do rio com águas escuras e revoltas em forte turbulência, comprimido por imponentes formações geológicas de pedra escarpada de tonalidade escura que se erguem verticalmente nas laterais esquerda e direita. No plano médio, o acidente geográfico revela um expressivo afunilamento rochoso de onde verte uma volumosa queda d'água ou cascata dupla de tonalidade clara e espumosa, cujo fluxo caudaloso rasga o desfiladeiro. Este ponto representava o teste definitivo de sobrevivência para os destemidos trabalhadores conhecidos como balsameiros, que conduziam amarrados de toras de madeira pela região antes de o acidente geográfico ser permanentemente inundado e submerso no ano 2000 em decorrência do fechamento das comportas da Usina Hidrelétrica de Itá.
No plano de fundo, ergue-se uma volumosa e contínua colina inteiramente recoberta por uma vegetação florestal nativa densa que preenche os limites superiores do enquadramento e delimita a linha do horizonte. O céu claro e uniforme de tonalidade bege apresenta-se de forma reduzida no topo da composição documental, servindo de coroamento para o registro da fenda rochosa.
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