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Trabalhadores diante do barbaquá da Fazenda Boa Vista — Mangueirinha, Paraná
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by Eugenio Pelegrin  
Anexos
IHG-FOT-5180-VERSO
INFORMAÇÕES SOBRE O ACERVO
Miniatura
CONDIÇÕES DE REPRODUÇÃO
Acervo protegido pela Lei nº 9.610/1998. Proibida a reprodução para fins comerciais sem a autorização dos detentores legais do direito. Obrigatória a citação da referência para fins acadêmicos e expositivos. É vedada a remoção da logomarca em qualquer situação.
NÚMERO DE TOMBO
IHG-FOT-5180
TÍTULO
Trabalhadores diante do barbaquá da Fazenda Boa Vista — Mangueirinha, Paraná
DATA / PERÍODO
c. 1900 a 1920
DESCRIÇÃO
A imagem registra um grupo de trabalhadores rurais diante do barbaquá da Fazenda Boa Vista, propriedade vinculada ao empreendimento ervateiro de Simão Ruas & Companhia, em Mangueirinha, Paraná. A edificação ocupa a parte central e direita da composição. Construída inteiramente em madeira, apresenta volumosa cobertura de duas águas, revestida por tabuinhas sobrepostas e prolongada em amplos beirais. Na lateral direita, um corpo secundário com cobertura mais baixa amplia a área abrigada. O frontão é fechado por tábuas verticais, enquanto a parte inferior permanece escurecida pela sombra, dificultando a visualização dos componentes internos do estabelecimento.
Diante da construção encontra-se um grupo de aproximadamente dez trabalhadores, em sua maioria voltados para a câmera. À esquerda e ao centro, pelo menos três homens carregam grandes feixes de ramos de erva-mate sobre as costas. Os volumes, compostos por folhagem densa, encobrem parcialmente seus corpos e evidenciam o esforço físico exigido no transporte manual da matéria-prima. Outros trabalhadores permanecem junto à entrada e sob o beiral; à direita, dois homens aparecem em posição mais destacada, enquanto uma terceira figura está elevada junto à lateral da cobertura.
Os feixes transportados provavelmente haviam sido retirados dos ervais próximos e eram conduzidos ao barbaquá após ou em preparação para o sapeco. No interior da unidade, folhas e ramos eram distribuídos sobre um estrado e submetidos ao calor proveniente de uma fornalha conectada por canal ou túnel. Essa secagem reduzia a umidade e estabilizava o produto. Somente depois a erva seguia para o cancheamento, processo de fragmentação dos ramos secos realizado em cancha ou equipamento específico.
No terreno diante da construção encontram-se galhos, varas e resíduos vegetais, relacionados ao manejo da erva e às atividades cotidianas da propriedade. Ao fundo observa-se vegetação arbórea de médio porte, formando uma barreira florestal ao redor do estabelecimento. A implantação do barbaquá junto à mata reduzia as distâncias entre os locais de colheita e beneficiamento, fator importante numa região em que o transporte dependia de trilhas, animais de carga e trabalho manual. Mais que um retrato coletivo, a fotografia documenta as relações entre força de trabalho, arquitetura produtiva e exploração dos ervais nativos. A firma Simão Ruas & Companhia, sediada em Herval, atual Herval d’Oeste, possuía propriedades e instalações no Paraná, entre elas as fazendas Boa Vista, Covósinho, São Bento e Bom Retiro. Nessas unidades eram articuladas diferentes etapas da cadeia ervateira: colheita, sapeco, secagem, cancheamento, acondicionamento e transporte.
Durante o final do século XIX e as primeiras décadas do XX, a erva-mate constituiu uma das principais atividades econômicas do Paraná. Sua exploração estimulou a ocupação de áreas florestais, a abertura de caminhos e o crescimento de casas comerciais e entrepostos. Nesse contexto, o barbaquá era simultaneamente instalação técnica, espaço de trabalho coletivo e ponto central da organização econômica das propriedades ervateiras.
Diante da construção encontra-se um grupo de aproximadamente dez trabalhadores, em sua maioria voltados para a câmera. À esquerda e ao centro, pelo menos três homens carregam grandes feixes de ramos de erva-mate sobre as costas. Os volumes, compostos por folhagem densa, encobrem parcialmente seus corpos e evidenciam o esforço físico exigido no transporte manual da matéria-prima. Outros trabalhadores permanecem junto à entrada e sob o beiral; à direita, dois homens aparecem em posição mais destacada, enquanto uma terceira figura está elevada junto à lateral da cobertura.
Os feixes transportados provavelmente haviam sido retirados dos ervais próximos e eram conduzidos ao barbaquá após ou em preparação para o sapeco. No interior da unidade, folhas e ramos eram distribuídos sobre um estrado e submetidos ao calor proveniente de uma fornalha conectada por canal ou túnel. Essa secagem reduzia a umidade e estabilizava o produto. Somente depois a erva seguia para o cancheamento, processo de fragmentação dos ramos secos realizado em cancha ou equipamento específico.
No terreno diante da construção encontram-se galhos, varas e resíduos vegetais, relacionados ao manejo da erva e às atividades cotidianas da propriedade. Ao fundo observa-se vegetação arbórea de médio porte, formando uma barreira florestal ao redor do estabelecimento. A implantação do barbaquá junto à mata reduzia as distâncias entre os locais de colheita e beneficiamento, fator importante numa região em que o transporte dependia de trilhas, animais de carga e trabalho manual. Mais que um retrato coletivo, a fotografia documenta as relações entre força de trabalho, arquitetura produtiva e exploração dos ervais nativos. A firma Simão Ruas & Companhia, sediada em Herval, atual Herval d’Oeste, possuía propriedades e instalações no Paraná, entre elas as fazendas Boa Vista, Covósinho, São Bento e Bom Retiro. Nessas unidades eram articuladas diferentes etapas da cadeia ervateira: colheita, sapeco, secagem, cancheamento, acondicionamento e transporte.
Durante o final do século XIX e as primeiras décadas do XX, a erva-mate constituiu uma das principais atividades econômicas do Paraná. Sua exploração estimulou a ocupação de áreas florestais, a abertura de caminhos e o crescimento de casas comerciais e entrepostos. Nesse contexto, o barbaquá era simultaneamente instalação técnica, espaço de trabalho coletivo e ponto central da organização econômica das propriedades ervateiras.
DIMENSÕES EM CM (Altura x Largura)
17 x 22,9
COLEÇÃO / SÉRIE
LOCALIDADE:
TIPO DE SUPORTE
TÉCNICA FOTOGRÁFICA
CROMIA
AUTORIA / ESTÚDIO FOTOGRÁFICO
PALAVRA-CHAVE / TEMAS
Barbaquá, Fazenda Boa Vista, Simão Ruas & Companhia, Mangueirinha, Paraná, erva-mate, ciclo da erva-mate, indústria ervateira, beneficiamento da erva-mate, colheita da erva-mate, transporte manual, feixes de erva-mate, ramos de erva-mate, trabalhadores rurais, retrato coletivo, trabalho rural, trabalho braçal, organização do trabalho, secagem da erva-mate, sapeco, cancheamento, arquitetura rural, arquitetura produtiva, construção de madeira, cobertura de tabuinhas, propriedade rural, ervais nativos, atividade extrativista, economia regional, Fronteira Sul, paisagem florestal
QUANTIDADE
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DATA DE ATUALIZAÇÃO
13 de outubro de 2026
CONTROLE INTERNO E GESTÃO DO ACERVO
OUTROS NÚMEROS
3193
ESTADO DE CONSERVAÇÃO
TRANSCRIÇÃO DE ANOTAÇÕES
Verso: “1249”; “13”; “Barbaquá”; “Fazenda ‘Boa Vista’”; “Mangueirinha”; “Paraná”; “IHG-FOT-5180”.
DIREITOS AUTORAIS
PROCEDÊNCIA DE TITULARIDADE
CATALOGADOR
Eugenio Pelegrin
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